Marcos volta ao Palmeiras e teme a bola

Marcos está de volta ao gol do Palmeiras depois de 40 dias longe, por causa da seleção brasileira. E está confirmado para enfrentar o Corinthians, no clássico de domingo à tarde, no Morumbi. O último jogo do goleiro com a camisa palmeirense foi no dia 29 de maio - vitória por 2 a 1 sobre o Santos, no Palestra Itália. A preocupação dele, porém, não é apenas com os "galácticos" corintianos: Roger, Carlos Alberto e Tevez."Clássico é sempre assim. Sempre um jogador que é menos badalado acaba definindo a partida. Todos sabem da qualidade do Roger, do Carlos Alberto, do Tevez, mas chega no jogo e aparece um ou outro dentro da área e empurra a bola para o gol", alertou Marcos.O goleiro já poderia ter jogado contra o Botafogo, na rodada passada do Brasileirão, mas pediu uma semana de descanso para o técnico Paulo Bonamigo. "Fiquei quase 30 dias sem jogar. Somava-se a isso o fuso horário e a diferença entre a bola usada lá (na Alemanha) e aqui. Não tinha tempo de me readaptar. Além disso, você volta meio travado e pode acabar prejudicando o time", justificou Marcos."Mas minha maior preocupação mesmo é com a bola. Estou tendo dificuldade para me acostumar à velocidade dela. Estou treinando bastante para não falhar na hora do jogo", contou o goleiro do Palmeiras.A bola está realmente tirando o sono de Marcos. Na Libertadores, Cicinho acertou dois chutes de longe nos dois jogos pelas oitavas-de-final contra o São Paulo. E pela seleção, o goleiro foi criticado no gol marcado pelo Japão no empate por 2 a 2. "Hoje em dia, qualquer ?cabeça-de-bagre? faz gol com essa bola. Ela é muito leve. E o Galvão Bueno, ?corneteiro?, disse que eu falhei. Ele quer que eu faça o quê? Não dá para eu me contorcer no ar. Os outros tomam gol e ele não fala nada", disse o goleiro, muito bem-humorado.Como um dos líderes do grupo palmeirense, Marcos reconhece que a situação de Bonamigo não é das mais confortáveis e que o clássico poderá servir de redenção para o técnico. "Ele é um cara muito legal, mas estamos precisando dar esse retorno para ele dentro de campo. Coisa que o Felipão e o Luxemburgo sempre tiveram quando passaram pelo Palmeiras. O time está começando a se acertar, a ganhar personalidade, e temos de aproveitar o momento para dar tranqüilidade ao Bonamigo", afirmou o goleiro.

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