Marfinenses terão prêmio em dobro se conseguirem vaga

Na duas edições anteriores da Copa, a Costa do Marfim parou na primeira fase. Em 2006, ela encarou Argentina, Holanda e Sérvia e Montenegro, e se deu mal. Quatro anos depois, outra chave complicada, com Brasil, Portugal e Coreia do Norte. Também ficou devendo, mas agora vê nessa edição do Mundial a melhor chance até então.

PAULO FAVERO, Agência Estado

24 de junho de 2014 | 11h07

Nesta terça-feira, contra a Grécia, pode avançar até com um empate, mas a federação de futebol da Costa do Marfim dobrou a premiação para estimular os jogadores a superar o rival europeu. "No que diz respeito à premiação, não falamos sobre isso. É uma coisa que não partiu dos jogadores, não pedimos nada, mas foi bom terem dobrado. De qualquer forma, estamos concentrados e continuamos com a mesma determinação", diz o meio-campista Gradel.

Os jogadores evitam falar em valores, mas as cifras para cada atleta giram em torno de 36 mil euros pela classificação à próxima fase. O estímulo veio também em um momento que o grupo recebia a notícia da morte de Ibrahim Touré, irmão de Yaya e Kolo Touré, dois jogadores experientes da equipe. Para Gradel, é o momento de o elenco mostrar união. "Temos de nos levantar. Estamos aqui para fazer tudo que puder para nossa nação. Vamos aproveitar ao máximo, foram dois anos de sacrifício e não temos qualquer arrependimento", afirma.

O técnico Sabri Lamouchi já conversou com seus atletas sobre a importância da partida, que pode colocar a seleção africana pela primeira vez entre as 16 melhores do mundo, o que seria um prêmio para uma geração que tem Didier Drogba, Gervinho e Yaya Touré. "A importância está aí, temos plena consciência dela. Sabíamos que seria difícil, mas queremos avançar. Precisamos entrar bem na partida, ser pacientes e não cometer erros. Vamos jogar com tudo", conclui o comandante.

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