Marília escapa de punição no STJD

A comissão disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva decidiu, por unanimidade, não apreciar o mérito da questão sobre o recurso impetrado pela Anapolina contra o Marília, que participam do Campeonato Brasileiro da Série B. A decisão desta terça-feira, no Rio, foi tomada porque o departamento administrativo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não prestou os esclarecimentos necessários sobre o caso. Sem estes depoimentos, os auditores do SJTD consideraram injusto tirar os pontos do clube paulista.Apesar da nova derrota no Tribunal, a Anapolina vai recorrer da decisão e a apreciação já tem data definida: na próxima quinta-feira, dia 25 de setembro. Mas é quase certo de que o caso não vai mesmo resultar em prejuízo para o Marília, que está na briga direta por uma das vagas na segunda fase na Série B - o time goiano não tem mais chances e também não corre risco de ser rebaixada para a terceira divisão.Havia a expectativa pela presença de Luis Gustavo e de Virgílio Eliseo, responsáveis pela administração da CBF. Mas ambos não compareceram ao Tribunal, alegando que estavam envolvidos com o início do Brasileiro da Série C, que começa nesta quarta-feira, com 37 jogos. O detalhe é que no julgamento do recurso do clube goiano, os diretores da CBF não poderão comparecer por norma regimental.A decisão dos auditores foi acompanhada por críticas. Um deles comentou que a CBF "armou verdadeiro imbróglio", outro resumiu o caso como "uma bagunça" e um terceiro ainda qualificou o caso como "uma salada".Segundo a alegação da Anapolina, o Marília teria usado dois jogadores, os atacantes Jaílson e Romualdo, sem que os nomes deles estivessem no BID (Boletim Informativo Diário) dentro do prazo legal.

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