Marin abre as portas para volta de Ronaldinho à seleção

Ainda não é um sinal verde, mas o bom desempenho de Ronaldinho Gaúcho defendendo o Atlético-MG pode reabrir as portas da seleção brasileira para o meia. Essa possibilidade foi admitida nesta quarta-feira pelo presidente da CBF, José Maria Marin, até então um ferrenho crítico do jogador, por sua falta de interesse - embora jamais tenha dito claramente que partiu dele o veto a convocações do astro.

ALMIR LEITE, Agência Estado

29 de agosto de 2012 | 16h56

"As portas da CBF (e da seleção) estão aberta para todo mundo", disse Marin, para em seguida ressaltar que, sob sua gestão, os jogadores convocados mudaram o comportamento. "Hoje, a mentalidade é outra. Acima de tudo o atleta tem de sentir orgulho de estar na seleção e não se comportar como quem está fazendo um favor ao torcedor."

Para Marin, atleta que jogar bom futebol e tiver espírito de seleção, poderá ter uma chance. "Minha parte é administrativa, não sou eu quem convoca. Eu delego poderes, mas cobro com responsabilidade", avisou o dirigente.

Em entrevista durante visita à AACD, quando doou material da CBF para ser vendido e leiloado pela entidade, o dirigente voltou a repetir que aprovou a convocação feita por Mano Menezes para os amistosos contra África do Sul e China. "Foram jogadores que todos esperavam. Pediam o Ramirez e o Daniel Alves e eles estão na seleção", avaliou.

O presidente da CBF considera os dois amistosos no começo de setembro como "parte da caminhada" que o Brasil está fazendo para ter um "ótima seleção" em 2014. Elogiou Mano Menezes, disse outra vez que não pensa em mudança no comando e considerou como positivo o fato de a seleção ter finalmente encontrado uma base. "Um ou outro jogador pode ser inserido, claro, mas a base é essa", afirmou.

Questionado sobre se Paulo Henrique Ganso mostrou o "espírito de seleção" que ele apregoa durante a Olimpíada de Londres - o meia por vezes mostrou-se apático durante os treinamentos -, Marin saiu em defesa do jogador. "Ele é um grande atleta e com certeza logo voltará a ser um grande jogador. Também fui jogador e sei que, depois de uma contusão grave, a confiança não é a mesma, demora um pouco. Mas conversei com o Ganso, percebi nele vontade e alegria de estar na seleção. Tenho certeza de que será um dos nossos jogadores em 2014", revelou.

PEDIDOS EMBARAÇOSOS - Marin revelou que, no contato com as crianças da AACD, recebeu alguns pedidos, mas, principalmente, apelos para que o técnico da seleção seja trocado. "Mas isso acontece em todo lugar que eu vou. Até na igreja me pedem para mexer no técnico", disse o dirigente, sorrindo.

Questionado sobre qual treinador as crianças demonstraram preferência, Marin disse preferir não revelar. "Nosso técnico é o Mano Menezes", afirmou, olhando para a mulher, Neusa, também presente à visita, como quem pedisse aprovação nas palavras. Neusa reforçou, mas acrescentou. "Por enquanto é o Mano."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.