Marin admite pressão da Fifa e defende seus escolhidos

RIO - O presidente da CBF, José Maria Marin, admitiu ter sofrido pressão da Fifa para antecipar o anúncio do novo técnico da seleção brasileira, que foi feito nesta quinta-feira, com a confirmação da contratação de Luiz Felipe Scolari. Ele também aproveitou a entrevista coletiva no Rio para defender sua escolha para os cargos - incluindo também o coordenador Carlos Alberto Parreira - e para agradecer o trabalho daqueles que deixaram a entidade, Mano Menezes e Andrés Sanchez.

SÍLVIO BARSETTI E TIAGO ROGERO, Agência Estado

29 de novembro de 2012 | 13h57

Ao demitir Mano Menezes na última sexta-feira, numa decisão que acabou provocando posteriormente a saída de Andrés Sanchez do cargo de diretor de seleções, Marin tinha anunciado inicialmente que o novo técnico seria revelado apenas em janeiro. Mas ele foi pressionado pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, para antecipar a divulgação do nome escolhido por causa do sorteio dos grupos da Copa das Confederações, que acontecerá neste sábado, em São Paulo.

"Alguns motivos contribuíram para antecipar (o anúncio realizado nesta quinta-feira). Um deles foi a pressão da Fifa quando nós mostramos nossa intenção. Foi sugerido, pelo prestígio internacional que Parreira e Felipão têm, que era muito importante que a noticia fosse divulgada o mais depressa possível. E tem as reuniões em São Paulo dos técnicos de cada país (da Copa das Confederações). E não queríamos que essa cadeira ficasse vazia", explicou Marin.

Para escolher Felipão e Parreira, Marin disse ter consultado alguns companheiros da diretoria da CBF e alguns presidentes de federações estaduais. "E a opinião (favorável) foi unânime", revelou o dirigente, que chegou a elogiar outros treinadores que eram candidatos ao cargo. Ao citar Tite, ressaltou que era importante acabar com especulações para não tirar o foco do Corinthians na disputa do Mundial. E ao falar de Muricy Ramalho, disse não querer desfalcar o Santos.

Sem citar o nome de Guardiola, que chegou a ser especulado como um dos candidatos ao posto, Marin descartou a ideia de um treinador estrangeiro na seleção. "Felizmente, nosso País tem um número muito grande de técnicos competentes, dedicados e merecedores de ocupar esse cargo", justificou o dirigente, garantindo também que "as portas da CBF estarão sempre abertas" para Andrés Sanchez e Mano Menezes, a quem fez seus "sinceros agradecimentos" pelo trabalho realizado.

No final, quando questionado sobre o momento conturbado da CBF e sobre a presença de Marco Polo del Nero (presidente da Federação Paulista de Futebol) e Rubens Lopes (presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio) na entrevista, Marin mostrou irritação. "Posso merecer algumas críticas, mas a maioria esmagadora do torcedor brasileiro está aplaudindo a nossa decisão e a nossa escolha. Estou com a consciência tranquila e, assim como o torcedor brasileiro, eu tenho certeza absoluta que os dois (Felipão e Parreira), pelo passado, pela capacidade e acima de tudo pelo respeito, irão corresponder plenamente a nossa confiança", afirmou.

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