Fabio Motta/AE
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Marin admite que CBF ainda faz pagamentos a Teixeira

Ex-presidente, que vive em Miami, recebeu mais de R$ 225 mil por um contrato de 'consultoria, prestação de serviços e captação de patrocínio'

LEONARDO MAIA, Agência Estado

29 de junho de 2012 | 19h50

O presidente da CBF, José Maria Marin, defendeu nesta sexta-feira que a entidade mantenha pagamentos regulares a Ricardo Teixeira, que renunciou ao comando da CBF em março, em meio a denúncias de corrupção. Nos últimos meses, o ex-presidente, que vive em Miami, recebeu mais de R$ 225 mil por um contrato de "consultoria, prestação de serviços e captação de patrocínio".

"Preciso recorrer a ele muitas vezes. Eu tenho 300 contratos em andamentos da CBF", argumentou Marin. "Jamais iria dispensar de ter a meu lado alguém com mais de 23 anos de experiência no comando do futebol brasileiro".

Ao lado de Carlos Eugênio Lopes, diretor jurídico da CBF, Marin esclareceu que se trata de um contrato de pessoa física, sem prazo para vencer. Mas ressaltou que pode revogá-lo a qualquer momento desde que notifique Teixeira com 30 dias de antecedência.

"O Ricardo é uma figura conhecida no mundo todo por seus serviços prestados ao futebol. Foi nosso representante na Conmebol e na Fifa. Trouxe vários títulos para o Brasil. Se não tivesse sido vitorioso talvez eu não o procurasse", disse o atual presidente.

Alvo de denúncias de corrupção no Brasil e no exterior, sob ameaça de exclusão da Fifa e sofrendo grande pressão do governo brasileiro, Ricardo Teixeira alegou problemas de saúde para deixar a presidência da CBF. Marin, como vice-presidente mais velho, assumiu o posto e cumpre o restante do mandato até 2014.

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