Silvia Izquierdo/AP
Silvia Izquierdo/AP

Marin faz elogios ao Mané Garrincha e pede menos jogos em Brasília

Presidente da CBF revela preocupação com o desgaste excessivo do gramado do estádio

AE, Agência Estado

22 de agosto de 2013 | 17h34

RIO - O presidente da CBF, José Maria Marin, não poupou elogios ao Estádio Mané Garrincha e nem ao bom público que vem enchendo a arena nas últimas rodadas do Brasileirão. Mas o dirigente se mostrou preocupado com o excesso de partidas disputadas no estádio de Brasília, o que poderia prejudicar o gramado a menos de um ano da Copa do Mundo.

"A quantidade de jogos está nos preocupando. Chamamos o presidente da federação de Brasília, atendendo até uma solicitação do Felipão e do Parreira. Houve uma reunião com os dois alertando o presidente de que existe um excesso na arena e vem prejudicando o gramado", afirmou Marin, em entrevista coletiva, no Rio de Janeiro.

Buracos e falhas no gramado são cada vez mais visíveis no Mané Garrincha nas últimas semanas. O estádio vem recebendo principalmente jogos dos times cariocas, como Flamengo e Vasco, que tem evitado mandar suas partidas no Maracanã. No próximo mês, será a vez da seleção brasileira voltar a jogar neste campo, em amistoso contra a Austrália, no dia 7.

Para Marin, a boa demanda de jogos em Brasília comprova a utilidade do estádio, um dos mais contestados pelos críticos da Copa. A falta de representatividade da cidade no futebol nacional seria a maior reclamação contra o gasto de cerca de R$ R$ 1,778 bilhão para a construção da nova arena.

"O Estádio Mané Garrincha já está sendo chamado de ''elefante dourado'' por alguns jornais locais", disse Marin, referindo-se aos lucros obtidos no novo estádio. "Quase 1 milhão de pessoas foram a esses estádios [que receberam a Copa das Confederações], apenas nos jogos de futebol. Isso dá uma média 26 mil torcedores por jogo, que é similar a do Campeonato Espanhol e superior à maior média do Campeonato Brasileiro", afirmou Marin.

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