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Marin fica proibido de manter qualquer contato com a CBF

Fiança foi estipulada a partir de patrimônio acumulado pelo dirigente quando foi governador de São Paulo, em 1983

JAMIL CHADE - CORRESPONDENTE EM GENEBRA, THIAGO MATTOS - ESPECIAL PARA O ESTADO - NOVA YORK, O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2015 | 20h27

O ex-presidente da CBF José Maria Marin tem até esta sexta-feira para fazer o depósito de US$ 1 milhão para o governo americano e não poderá ter qualquer contato com a CBF, conforme previsto no acordo de prisão domiciliar que assinou na última terça-feira, quando chegou a Nova York. O pagamento em dinheiro é um dos pontos do acordo, obtido pelo Estado, e que ainda revela que a Justiça calculou a fiança de US$ 15 milhões a partir do patrimônio acumulado pelo ex-cartolas desde o momento que foi governador de São Paulo, em 1983.

Assim como em um reality show, todos os movimentos de entrada e saída do apartamento de Marin passaram a ser filmados por uma câmera apontada para a única porta de seu apartamento na Quinta Avenida, em Nova York. A instalação da câmera de segurança 24 horas por dia desde sua chegada nos Estados Unidos também está no acordo firmado entre o brasileiro e a Justiça americana, assim como a entrega dos passaportes de Marin e Neusa, sua esposa, para o FBI.

Conforme o Estado antecipou na quinta-feira, Marin vai arcar com todas as despesas referentes ao aparato necessário para sua prisão domiciliar, como a tornozeleira eletrônica que já monitora seus passos desde sua primeira noite em casa. O valor da fiança considerou todo o patrimônio acumulado por Marin desde que foi ex-governador de São Paulo até antes de ser banido do mundo do futebol pela FIFA, em maio deste ano. Também entrou na conta o patrimônio de sua esposa que precisou assinar as garantias dadas à Justiça americana.

Ao assinar o acordo, Marin e Neusa  concordaram em não ter qualquer contato com nenhum dos funcionários das empresas de marketing esportivos Torneos, Full Play e Traffic, todas sob investigação. Tampouco podem falar com associados da Concacaf, Conmebol ou Fifa. Entre as entidades "associadas" está a CBF. 

Para sair de casa, Marin terá primeiro de aguardar uma aprovação da Justiça americana, após uma requisição formal. Mas não pode deixar os distritos do Sul e Leste de Nova Iorque. Além disso, um segurança particular aprovado pelo FBI já acompanha o brasileiro até mesmo dentro de casa e deve reportar os passos do ex-dirigente à Justiça. 

Para os US$ 15 milhões do acordo foram considerados o depósito de US$ 1 milhão, que deve ser feito até esta sexta-feira na conta do governo americano, a caução do imóvel em Manhattan, e uma carta bancária de crédito que garanta US$ 2 milhões. 

Pessoas próximas ao ex-dirigente de futebol garantem que Marin encara o acordo de forma positiva, já que com ele tem melhores chances de defesa em seu julgamento, que deve levar cerca de um ano e meio. 

Sua primeira audiência em Nova York está marcada para o dia 16 de dezembro. Segundo fontes ligadas ao ex-dirigente, o brasileiro tem interesse em encerrar o processo o quanto antes. 

Em companhia da mulher, Marin passou seu primeiro dia em Nova York assistindo ao noticiário e lendo revistas. Por enquanto, o brasileiro que se diz inocente das acusações não tem planos de sair de casa. 

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