Marin pede revisão de condenação por corrupção nos Estados Unidos

Preso em uma penitenciária do Broolklin, ex-presidente da CBF vai pedir anulação do julgamento caso seu pedido de revisão não seja aceito

O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2018 | 00h01

O ex-presidente da CBF José Maria Marin pediu, por meio de seus advogados, que sua condenação por seis crimes nos Estados Unidos seja revista. Ele está preso em um presídio do Brooklin, em Nova York. Caso o pedido seja negado, os defensores de Marin vão pedir novo julgamento. A informação foi divulgada na noite desta segunda-feira pelo site BuzzFeed.

A alegação da defesa de Marin é que a promotoria não conseguiu provar que o dirigente tinha ligação com as empresas de marketing esportivo que admitiram ter conseguido contrato de transmissão de competições com a Copa América, a Copa Libertadores e o torneio Copa do Brasil mediante pagamento de propina. Isso tornaria nulas as acusações. O ex-presidente da CBF e seus advogados questionam provas como escutas telefônicas e documentos apreendidos em um cofre de Kleber Leite, dono da empresa Klefer.

Caso não obtenham sucesso no pedido, os advogados vão pedir a realização de um novo julgamento. Vão alegar que as leis brasileiras são mais brandas com os crimes dos quais Marin é acusado do que as leis americanas e isso não foi levado em consideração. A juíza Pamela Chen já rejeitou esse argumento durante o julgamento.

Chen  vai divulgar sua sentença sobre Marin em 4 de abril. Ele foi condenado por fraude financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

 

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