Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Marin quer festa de abertura do Brasileirão para dar uso ao Mané Garrincha

Brasília construiu o estádio mais caro da Copa, avaliado em quase R$ 1,3 bilhão, em uma cidade com pouca tradição de futebol

Jamil Chade - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo

17 de junho de 2013 | 08h00

RIO - Político e de olho em justificar os gastos com o estádio em Brasília, o presidente da CBF, José Maria Marin, quer que, a partir de 2014, toda a abertura do Campeonato Brasileiro ocorra na capital do País, Brasília.

 

"Queremos ter uma abertura do campeonato nacional", explicou Marin ao Estado. "E o que estou sugerindo é que ela ocorra sempre em Brasília, claro que sempre que possível", disse. "Vamos conversar com a equipe técnica e ver se já começamos com essa tradição", declarou.

 

Brasília construiu o estádio mais caro da Copa, avaliado em quase R$ 1,3 bilhão, justamente numa cidade com pouca tradição de futebol. O estádio foi objeto de muita polêmica. Auditorias mostraram superfaturamento e o estádio entra para o ranking dos mais caros do mundo. Orçada inicialmente em R$ 696 milhões, a obra financiada com dinheiro público teve 19 aditivos e as irregularidades não foram poucas.

 

Levando um jogo "grande" para Brasília, a CBF ainda atende os políticos locais, mesmo que seja em detrimento dos torcedores. Na semana passada, Marin foi homenageado por políticos em Brasília, em um evento num restaurante da cidade.

No domingo, Marin chegou a se afastar quando foi questionado sobre os problemas que enfrenta com a Fifa e o governo.

 

Afastado de decisões e reuniões de preparação da Copa, o presidente da CBF insistiu que "não existem problemas", nem dentro da seleção e nem com o governo. "Está tudo em paz."

 

Na tribuna do Maracanã, Marin sentou ao lado de uma cadeira vazia para ver a partida, com o ministro Aldo Rebelo deixando um espaço entre ele e o cartola. Questionado pelo Estado sobre o motivo de não sentar ao lado de Marin, Aldo apenas respondeu: "Deixei para você".

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