Felipe Dana/AP
Felipe Dana/AP

Marin responde a apelo de Muricy e não libera Neymar de Superclássicos

Presidente da CBF ignora pedido do técnico do Santos e adianta que atacante encara a Argentina

ALMIR LEITE E PAULO GALDIERI, Agência Estado

10 de setembro de 2012 | 14h37

RECIFE - Depois do empate por 0 a 0 entre Santos e São Paulo, no clássico do último domingo, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, o técnico Muricy Ramalho fez um apelo à CBF ao pedir pela liberação de Neymar dos amistosos que a seleção brasileira fará contra a Argentina, no próximo dia 19, em Goiânia, e em 3 de outubro, em Resistência (ARG), pela segunda edição do Superclássico das Américas.

E, nesta segunda-feira, o presidente da entidade que controla o futebol nacional, José Maria Marin, deixou claro que não pretende abrir mão do atacante santista nestes confrontos diante dos argentinos. Em conversa com a imprensa no saguão do hotel onde a seleção está concentrada, em Recife, palco do amistoso desta segunda-feira, às 22 horas, contra a China, Marin ressaltou que a seleção brasileira é "prioridade".

Desta forma, Marin deixou em segundo plano também o fato de o próprio técnico Mano Menezes ter manifestado, na última sexta-feira, após amistoso contra a África do Sul, no Morumbi, preocupação com o desgaste físico sofrido por Neymar nesta temporada repleta de partidas que vem sendo realizada pelo jogador.

"A CBF pensa no que é melhor para a seleção brasileira. Nós temos uma grande responsabilidade com a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. É uma responsabilidade de todo brasileiro, direta ou indiretamente. Eu espero a compreensão de todos, porque nós precisamos montar uma grande seleção", enfatizou o presidente da CBF.

A lista de convocados para os amistosos da seleção contra a Argentina será anunciada logo após o duelo diante da China, no Estádio Arruda. Apenas jogadores que defendem times brasileiros serão chamados por Mano Menezes para estes dois confrontos.

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