Montagem Estadão
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Marin tem o nome retirado da sede da CBF, inaugurada por ele

A entidade no Rio também afastou o cartola de seu quadro diretivo

O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2015 | 09h11

Os escândalos de corrupção no futebol da Fifa e da América do Sul, sobretudo, anunciados nesta quarta-feira pela FBI, dos Estados Unidos, e que abalaram as estruturas do futebol mundial, também provocaram algumas mudanças imediatas e pequenas na sede da CBF. O nome de José Maria Marin não sustenta mais a fachada do prédio na Barra da Tijuca, no Rio. Marin foi presidente da entidade até abril deste ano e também um dos presos pela polícia da suíça num hotel em Zurique, acusado de corromper o futebol. Marin, de acordo com as investigações da polícia norte-americana, está envolvido até o pescoço com a corrupção no futebol nacional e sul-americano, como a organização da Copa América de 2019 no País. Ele teria levado propina de R$ 63 milhões pela competição sul-americana.

Na manhã desta quinta, a sede da CBF já não tinha mais em sua entrada principal o nome do cartola, ainda preso na Suíça. A fachada do prédio, inaugurado no ano passado por Marin, mostrava apenas o logo da CBF. O próprio presidente Marco Polo del Nero autorizou a medida, após reunião de seus pares no Brasil. Del Nero está na Suíça, mas foi informado de tudo. A remoção do nome de Marin indica preocupação dos dirigentes do futebol brasileiro com os desdobramentos das investigações na Fifa. Ainda quarta, a CBF tentou desvincular o nome de Marin da entidade. Não houve qualquer explicação para a mudança na fachada.

A CBF também anunciou o afastamento de Marin de suas funções de vice-presidente. Marin foi o chefão da CBF de 2012 a abril de 2015, quando passou o posto para Marco Polo del Nero. Ele assumiu o cargo das mãos de Ricardo Teixeira. "A CBF oferece o adequado desdobramento à determinação da FIFA e afasta o Sr. José Maria Marin do seu quadro diretivo até a definitiva conclusão do processo. Torna pública a decisão, previamente tomada no início desta gestão, de reanalisar todos os contratos ainda vigentes e remanescentes de períodos anteriores."

Del Nero coloca-se na posição de ajudar nas investigações desde que Marin foi preso e que o futebol brasileiro passou a figurar na mira do FBI por corrupção.

Após a detenção de Marin, o ex-jogador Alex, do Palmeiras, e um dos membros do Bom Senso FC, escreveu nas redes socias: "Façam as mudanças necessárias e comecem pelo simples. O prédio da linda sede da CBF no Rio de Janeiro se chamar JOSÉ MARIA MARIN é piada de péssimo gosto. Façam homenagem a quem fez algo pelo nosso futebol, por favor. Prédio Mané Garrincha, sede Nilton Santos , complexo Aldair, conjunto Rivaldo. Estudem um nome e substitua o nome do prédio - colocou o ex-jogador em seu perfil." O pedido foi aceito.

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