Fábio Motta/Estadão
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Marin vai ficar em silêncio diante dos senadores da CPI

Ex-presidente da CBF será orientado a se manter calado

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2015 | 07h00

Os senadores da CPI do Futebol que pretendem ir à Suíça ouvir José Maria Marin correm risco de perder a viagem. Os advogados do ex-presidente da CBF vão orientá-lo a permanecer calado, caso a audiência ocorra. A instrução tem como objetivo evitar que alguma declaração de Marin possa prejudicá-lo no processo de extradição para os Estados Unidos que está em curso na Justiça Suíça e também nos EUA, onde está sendo investigado por recebimento de propina.

A defesa de Marin ainda não foi comunicada oficialmente da disposição dos senadores – o requerimento para ouvir o dirigente foi aprovado na terça-feira pelo senador Romário (PSB-RJ), presidente da CPI –, mas já elabora a maneira de evitar que ele se exponha. E o silêncio parece ser o mais recomendado.

Marin está preso desde 27 de maio. No momento, os advogados europeus de Marin estão mais preocupados com os detalhes finais de sua defesa, na tentativa de evitar sua extradição. Eles têm até terça-feira para apresentar os argumentos e a Justiça suíça deve dar o veredicto em primeira instância até o dia 25. Marin poderá recorrer se o resultado lhe for desfavorável.

As possíveis ações da CPI não são o principal foco dos defensores de Marin por enquanto. Mesmo porque ainda não está definida a data em que os parlamentares vão viajar – irão Romário, Romero Jucá (PMDB-RR, relator da CPI), e mais um senador a ser designado – nem os trâmites necessários para que tenham acesso ao dirigente. Uma das possibilidades para garantir o direito de Marin ficar em silêncio pode ser recorrer à Justiça do país europeu.

Na Suíça, o Ministério Público concedeu à Justiça acesso à dois celulares de Marin e o envio das informações sobre eles para os Estados Unidos.

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