Marinho abre guerra contra Anderson

O capitão Ânderson que se cuide: Marinho entra na zaga corintiana, amanhã, diante do Rio Branco, no Pacaembu, com pretensões de não sair mais da equipe. Mesmo sem ter participado de toda a pré-temporada em Porto Feliz, o zagueiro já disse que a guerra pela posição está aberta. E mais: deixou deixou claro que não pretende jogar fora de sua posição. "Gosto de jogar pelo lado direito, como central, e não gostaria de atuar de maneira diferente".Para vencer a disputa com Ânderson, a primeira etapa foi se livrar do excesso de peso. Desde que chegou a Porto Feliz, na última semana da pré-temporada, Marinho perdeu o excesso de peso. Quantos? Ele não diz. "Aumentei o peso que poderia aumentar nas férias. O mais importante é que hoje estou com 89 quilos, um a menos em relação ao ano passado, quando jogava pelo Atlético-PR."Aliás, foi pelo Atlético a última vez que ele enfrentou o Corinthians. E o resultado foi um desastre para o time até então dirigido por Oswaldo de Oliveira, que caiu depois daquela goleada. O Atlético venceu por 5 a 1 e Marinho pôde sentir o enorme respeito que a torcida corintiana tem por sua equipe. "Mesmo perdendo por 5 a 1, eles (os torcedores) não paravam de gritar. Até comentei com o Marcelo Ramos: que torcida é essa, hein?".Jogando pelo Corinthians, Marinho já percebeu que pode virar um xodó da torcida. Logo na primeira partida, jogando os minutos finais contra o Atlético Sorocaba, em Sorocaba, conseguiu levantar a galera.Torcedores corintianos que estiveram no Parque São Jorge, hoje, acham que o estilo guerreiro do zagueiro pode fazer a diferença na relação com a torcida. Marinho torce por isso. "Sempre admirei a torcida do Corinthians, mesmo jogando contra. E agora, tendo a torcida ao meu lado, só me dá orgulho".A única incerteza é em relação ao rítmo de jogo. Marinho está sem jogar uma partida inteira desde o final do ano passado. Mas isso ele espera compensar com o quesito experiência. "Falta de rítmo é um detalhe que incomoda mas acho que não atrapalha. Afinal, já sou rodado o bastante para superar essa dificuldade. Não será a primeira nem a última vez que isso acontece".

Agencia Estado,

10 de fevereiro de 2005 | 09h50

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