Mário Fernandes tenta provar que não é mais um garoto baladeiro

Lateral-direito que recusou a seleção brasileira há três anos, sob comando de Mano Menezes, hoje é evangélico e se diz 'mudado'

Raphael Ramos - Enviado Especial a Pequim, O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2014 | 07h25

Três anos depois de recusar a convocação de Mano Menezes àseleção brasileira, o lateral-direito Mário Fernandes está de volta à equipe.Agora com 24 anos e no CSKA Moscou, da Rússia, ele garante que não é maisaquele garoto dos tempos de Grêmio, que gostava de sair à noite e não sededicava como deveria ao futebol. Evangélico, diz que foi a religião que ocolocou no caminho certo. E na seleção.

"Mudei muito. Quando jogava no Grêmio, tinhaalgumas atitudes que não eram certas, queria saber bastante de festa. É claroque eu conseguia jogar, mas não era feliz. Quando fui para Rússia, tive umencontro com Deus e minha vida mudou", disse o jogador nesta terça-feira, emPequim, na China, onde a seleção enfrenta a Argentina, sábado, no Ninho doPássaro.

Mesmo depois de ser duramente criticado por Mano Menezes pornão ter se apresentado para disputar o Superclássico das Américas de 2011,Mário Fernandes nunca perdeu a esperança de um dia voltar para a seleção. Masconfessa que não esperava ser convocado agora. "Eu estava em Roma porque agente ia jogar pela Liga dos Campeões e meu celular começou a tocar. Fui pegode surpresa. Aquilo que aconteceu é passado. Foram problemas que eu tive naépoca, mas Deus é tão bom comigo que me deu mais uma chance de estar aqui",disse.

O lateral-direito não quis se alongar nas explicações sobreos motivos que o levaram a abrir mão da seleção brasileira, mas mostrouarrependimento pela recusa. "Queria pedir desculpas. Eu errei. Peço perdão atodos, à CBF, por não ter ido naquela época", disse.

Sábado, contra a Argentina, Mário Fernandes deve começar nobanco – Danilo é o mais cotado para ficar com a vaga de titular. Mas, pelascaracterísticas defensivas e a estatura (tem 1,89 m e Danilo mede 1,84 m), olateral pode ganhar uma chance contra o Japão, dia 14, em Cingapura. "Comeceicomo zagueiro e depois passei para a lateral. Então, marco mais do que ataco.Hoje em dia, o lateral tem saber marcar e ajudar na frente também."

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