Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Mario Gobbi lança candidatura à presidência do Corinthians e ataca Andrés Sanchez

Mandatário alvinegro entre 2012 e 2015, Gobbi promete priorizar saúde financeira do clube caso seja eleito

Redação, Estadão Conteúdo

04 de julho de 2020 | 21h58

Mario Gobbi lançou sua candidatura à presidência do Corinthians, neste sábado, cargo que já exerceu entre os anos de 2012 e 2015. O delegado de polícia não perdeu a oportunidade de criticar Andrés Sanchez, atual presidente e seu antigo aliado.

"Fui chamado para uma emergência, uma gestão de quebra de paradigmas. Essa gestão não é a gestão da vaidade, é a gestão de dizer não. Não pode isso, isso não dá, tem que cortar. Nenhum presidente quer fazer isso. O presidente assume o ônus de ser, mas ele quer ganhar títulos. Posso até ganhar títulos, mas essa não é a gestão que se vislumbra. É a de corte. Da antivaidade", disse Gobbi, que vai disputar as eleições em 28 de novembro.

As dívidas atuais do clube também foram abordadas pelo ex-diretor do clube entre 2007 e 2010. "Eu recebi o clube com R$ 178 milhões em dívidas, e entregamos o clube com R$ 314 milhões. Portanto, fizemos uma dívida nos três anos de R$ 136 milhões. Na gestão, nós investimos em valores, em patrimônio. Dentre esses, trouxemos Gil, Renato Augusto, Romarinho e outros. O meu sucessor, após seis meses, vendeu esses jogadores e obteve R$ 144 milhões de receitas. Bom, receitas fruto da despesa que eu tive de comprar os jogadores. Portanto a gestão fez um lucro de R$ 8 milhões."

Após duas horas, Gobbi indicou o que pretende fazer na direção do Corinthians: priorizar a saúde financeira do clube, realizar uma auditoria em todos os departamentos do clube, criar plano de carreira para os funcionários administrativos, ampliar o quadro de sócios-torcedores e reformular os planos do programa, contratar profissionais de mercado para cargos técnicos, implementar uma gestão transparente, com divulgação mensal de balancetes e criação de um programa de conformidade, reaproximar o clube de grandes empresários para atrair investimentos e tornar a Arena multiuso.

Sem revelar quais serão seus vice-presidentes, Gobbi não se entusiasma com um possível retorno do atacante argentino Carlitos Tevez, que revelou recentemente o Corinthians como um possível time para o fim de sua carreira.

"Como tudo o que faremos, depende dos números. O Corinthians não está "naquela" fase. Ó que gostoso, amamos o Tevez, ele é ídolo, quem não gosta do Tevez? Os números batem? Fecham? Sim, é o Tevez, mas de quem são as contas? O Tevez é meu ídolo, eu amo o Tevez, ele marcou na história do clube, mas ele vem para encerrar a carreira, fazer um período de festas, com que olhos nós temos que ver isso? Não sei o que ele pretende. Vai chegar, jogar como está? Ou vai querer fazer um período de festas?"

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.