Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Mário Gobbi: 'O que Guerrero dirá à polícia é problema dele'

Presidente do Corinthians disse que o atacante foi esganado na invasão do CT, fato desmentido pelo peruano

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2014 | 08h49

SÃO PAULO - Após afirmar que o atacante Paolo Guerrero foi esganado por torcedores durante a invasão ao CT do Parque Ecológico ocorrida no dia 1º de fevereiro e depois ser desmentido pelo jogador, o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, disse que as informações que o atleta dará à Polícia Civil não é problema seu.

"Determinei ao chefe de segurança que colhesse provas e que fosse aberto um inquérito para apurar o caso. Eu prestei depoimento ao delegado do caso e relatei tudo que eu sabia. Eu fiz a minha parte. O depoimento do Paolo é problema dele com a polícia, não é meu", disse.

Mário Gobbi também afirmou não estar preocupado com o depoimento que outros funcionários já prestaram à Polícia. "Não é problema meu o que os seguranças disseram. Fiz a denúncia e tomei as providências. A polícia é quem vai dizer o que aconteceu", completou.

Mais de cem torcedores invadiram o CT. Até agora, a polícia conseguiu prender apenas três vândalos. A maioria das câmeras de segurança do CT parou de funcionar no momento da invasão.

O Corinthians está sendo processado pelo Sindicato dos Atletas de São Paulo por não garantir aos seus funcionários um ambiente de trabalho seguro. A ação pede R$ 6,2 milhões de indenização. O caso será julgado no dia 3 de junho. Para Gobbi, o Corinthians não pode ser responsabilizado pela invasão.

"O sindicato quer que o Corinthians dê segurança para quem trabalha no CT, mas o clube tem todo um esquema de segurança. O problema é que naquele dia ocorreu uma avalanche imprevisível e inesperada", criticou.

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