Mário Gobbi se irrita com arbitragem e fará cobrança na CBF

Presidente do Corinthians irá entrar com representação na entidade máxima do futebol para evitar novos problemas com árbitros

FÁBIO HECICO, Estadão Conteúdo

31 de agosto de 2014 | 20h37

O Corinthians resolveu contra-atacar por possíveis erros das arbitragens do Brasileirão e seu presidente, Mário Gobbi, vai fazer uma visita à CBF para cobrar um melhor desempenho dos homens do apito em seus jogos. O dirigente mais uma vez viu o time prejudicado, desta vez na partida contra o Fluminense, e quer árbitros experientes e padrão Fifa em suas partidas, embora neste domingo alguns jogadores corintianos tenham evitado criticar a atuação do árbitro.

"Não vou entrar com uma representação, vou conversar, tenho respeito profundo pelos órgãos que dirigem o futebol. Mas sou presidente do Corinthians e o clube tem sido prejudicado em alguns jogos para trás e incluindo esse. Acho que tem de se tomar cuidado com as escalas, não estão sendo boas", disparou Gobbi. "Enfim, só estamos nos prejudicamos e temos de mudar essa situação."

O presidente não vê má-fé contra o clube, mas dispara contra o nível de árbitros escolhidos para os jogos de sua equipe. "Se tivesse visto má-fé, a postura teria sido outra. Vejo uma ausência de capacitação técnica e de preparo emocional para se conduzir uma partida. É isso que estamos com falta de sorte de ter se caído só contra nós", afirmou.

E o presidente fez questão de listar sua bronca para o jogo deste domingo. "Só para citar os lances capitais, tem o pênalti em cima do Luciano, se você olhar a perna dele, os cravos da chuteira do goleiro do Fluminense estão todos na sua coxa e ele teve um murro na cabeça sendo que ele tocou na bola primeiro e depois o goleiro veio por trás. Há ainda o atropelamento no Renato Augusto na entrada da área, a falta de critério nas faltas e para se dar mão na bola e bola na mão", enfatizou. "São coisas mínimas, mas que matam. Eles pensam que são inteligentíssimos, mas também somos, estamos há muito tempo no ramo. Não estou falando sem ter constatado as imagens. Hoje, a arena toda se revoltou contra e em respeito à torcida, tenho de me manifestar, está cansando, revoltando, chateando muito."

Gobbi revelou que uma das atitudes no vestiário foi a de acalmar os jogadores. Luciano, por exemplo, levou o terceiro cartão amarelo por reclamação após o fim da partida. "Acalmamos a revolta dos jogadores, porque eles conhecem, estão no campo e sentem na pele isso. Hoje o Elias estava inconformado."

O presidente aproveitou para cutucar o STJD, que vive julgando o clube por imagens de TV. Quer ver se o Fluminense também será enquadrado. "As imagens falam por si só. Bem mais do que uma representação. Contra o Corinthians, o procurador geral lá adora assistir o teipe, porque se pegar uma pilha no campo, apresenta uma denúncia, cai no artigo tal que combinado com o inciso X, pune o Corinthians por 360 anos, isso não pode, entende. Nos outros jogos acontece tudo e ninguém fala nada. Tudo isso tem limite", falou.

E dá-lhe bronca: "Eu lamento, faltando quatro meses para deixar meu cargo, ter de vir aqui falar desse circo, é deprimente um presidente do Corinthians falar disso, muito triste, não esperava", observou. "Se o Fluminense viu gol legítimo, tem razão em reclamar, está certo, mas estou na somatória e hoje foi a gota d''água que derramou no copo. Engraçado é que passamos a ser chorões."

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