Daniel Augusto Jr./Corinthians
Daniel Augusto Jr./Corinthians

Mário Gobbi vê fim de ciclo vitorioso e inicia reformulação

Presidente do Corinthians promete 'nova era' no clube e pede paciência: 'Estamos na estaca zero'

Vítor Marques, Agência Estado

06 de fevereiro de 2014 | 17h48

SÃO PAULO - Depois de um segundo semestre ruim no ano passado e de quatro derrotas seguidas no Paulistão, o Corinthians passa por reformulação. Chegou a hora de colocar um ponto final na equipe que conquistou a Libertadores e o Mundial de Clubes em 2012 e dar início em um novo time, para o futuro. A torcida não deve esperar resultados à curto prazo. Foi isso que admitiu nesta quinta-feira o presidente Mario Gobbi, ao revelar uma "nova era" no clube.

"O futebol é feito de ciclos e ano passado fechou um ciclo vitorioso. Nosso time nos últimos seis meses não jogou aquilo que queríamos. Constatamos que está na hora de o time passar por uma reformulação e é isto que estamos fazendo", admitiu o dirigente.

Segundo ele, a diretoria notou a queda de rendimento em meados do ano passado mas, num primeiro momento, acreditou que fosse um problema momentâneo. Não era. "Não foi à toa que trouxemos o Mano, que foi quem fez a reformulação desse ciclo vitoriosos nos últimos seis, sete anos", argumentou.

De acordo com o próprio Gobbi a reformulação já se iniciou com as saídas de Ibson e Douglas nos últimos dias. Ele citou ainda que nomes importantes no ciclo vitorioso deixaram o clube no ano passado, como Jorge Henrique, Chicão e Alessandro, que se aposentou. Ele ressalta, porém, que o processo acontecerá paulatinamente.

"Reformulação não se faz em dez dias, vide o Palmeiras, que ficou ano passado montando um time e agora está ai. Nós estamos na estaca zero, estamos recomeçando na escala até o cume. Esse trabalho feito pelo Mano rendeu uma receita monstruosa: vendemos André Santos, Jucilei, Cristian, Elias, Paulinho, entre outros", lembra.

Para Gobbi, o segredo agora é remontar o time fazendo um bom trabalho de garimpo. Ele avisa: "Não vamos ter resultados a curto prazo. Vamos trazer vários jogadores sem nome, como fizemos em 2008, Precisamos achar um Ralf, um Paulinho, um Jucilei, que ninguém conhecia, um Leandro Castan, Elias, André Santos. Montar um time com milhões é fácil. O futebol tem que ser pensando financeiramente. Esta é a nova era, esta é a nova fase do Corinthians".

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