Sergio Neves/AE - 5/4/2010
Sergio Neves/AE - 5/4/2010

Marlos dá novo gás para o São Paulo na reta final do Paulistão

Entrada do jogador de 21 anos deu liberdade para outros atletas no esquema do técnico Ricardo Gomes

Marcius Azevedo, Jornal da Tarde

09 de abril de 2010 | 10h15

A entrada de Marlos não fez o rendimento do São Paulo melhorar apenas porque o meia está jogando bem. A influência dele no jogo dos companheiros é que fez o time de Ricardo Gomes, então criticado por apresentar um futebol lento e sem objetividade, subir bastante de produção.

 

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Com o garoto de 21 anos em campo, o treinador deixou de sobrecarregar peças importantes para o funcionamento da equipe. Hernanes é um exemplo claro. Ele pôde voltar a atuar como volante. Assim, ao invés de ser um meia previsível, está sempre chegando de trás como elemento surpresa, dificultando o trabalho de marcação do adversário - os dois gols que fez contra o Botafogo provam isso.

 

"O Marlos é um jogador leve, de habilidade, rápido e dá uma movimentação melhor no ataque", elogiou Hernanes. "A gente sabia que ele iria crescer. Quando amadurece e chega o momento certo, o jogador mostra sua qualidade."

 

Dagoberto é outro que foi favorecido pela entrada de Marlos. Com Léo Lima ou Cléber Santana, ele precisava buscar o jogo para tentar abastecer Washington. Agora está jogando ao lado do centroavante, tanto que contra o Santo André, além do gol, apareceu mais três ou quatro vezes na área em boas condições para finalizar.

 

Ele até lembrou de uma antiga parceria para elogiar Marlos. "Ele é um jogador que se encaixa nas minhas características, como era o Jádson no Atlético Paranaense. Sempre falei que o Marlos é um craque", exagerou. "Antes era difícil porque ele entrava só no segundo. Agora teve oportunidade e está mostrando o grande jogador que é. O Marlos tem um talento incrível, é um jogador diferenciado."

 

Ricardo Gomes tem uma participação importante no crescimento de Marlos, que será titular contra o Santos domingo. Nos primeiros jogos pelo São Paulo, o meia se mostrou individualista. Era também bastante indeciso, não sabia o momento que precisava tocar e quando era melhor finalizar.

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