Marques: sinônimo de polêmica

Armando Marques sai de cena à força, em incidente polêmico, como tantos que marcaram sua carreira. Como árbitro ou como dirigente, teve episódios embaraçosos, em contraponto com momentos de qualidade. Não foi por acaso que representou o Brasil nos Mundiais de 66 (Inglaterra) e de 74 (na Alemanha). Armando desfilou seu estilo, quase absoluto, pelos campos do País, entre os anos 50, 60 e até parte da década de 70. Ele atuou em quase 2.000 jogos e foi sinônimo de disciplina. O estilo elegante era prejudicado, por vezes, pelos gestos de dramaticidade excessiva. Mas há histórias com as quais teve de conviver. No ocaso do reinado, houve falhas que decidiram campeonatos. No Paulista de 1971, anulou gol de cabeça de Leivinha, sob a alegação de que havia sido feito com a mão. O Palmeiras perdeu por 1 a 0 e o São Paulo fez a festa. Em 73, Santos e Portuguesa definiam o estadual nos pênaltis. Armando errou na contagem e encerrou a série inicial antes do tempo. Os dois times dividiram o título. Armando teve relação difícil com jogadores, aos quais só se referia pelo nome e não pelos apelidos. Com Pelé, discutiu algumas vezes e o expulsou de campo em duas ocasiões. Depois de "pendurar" o apito, aventurou-se na televisão, como comentarista esportivo ou fazendo ponta em programas de variedades. Em 97, foi chamado para moralizar a arbitragem nacional. Saiu por baixo.

Agencia Estado,

18 de janeiro de 2002 | 20h45

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