Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Marquinhos diz que seleção precisa vencer amistosos após tropeços recentes

Jogador do Paris Saint-Germain reconhece a necessidade de a equipe obter bons resultados diante de Senegal e Nigéria

Redação, Estadao Conteudo

07 de outubro de 2019 | 12h38

A seleção brasileira ainda não venceu após faturar a Copa América, cenário que o zagueiro Marquinhos espera encerrar nos próximos dias. Nesta segunda-feira, o jogador do Paris Saint-Germain reconheceu a necessidade de a equipe obter bons resultados diante de Senegal e Nigéria, na quinta-feira e no domingo, respectivamente, após tropeçar nos dois amistosos anteriores.

Em seus primeiros compromissos depois da conquista do título continental, o Brasil empatou com a Colômbia (2 a 2) e perdeu para o Peru (1 a 0), em duelos realizados nos Estados Unidos. Marquinhos, então, apontou a importância de vitórias para dar tranquilidade ao técnico Tite, uma perspectiva mais animadora ao torcedor.

"Sempre é importante o resultado. Tite exige desempenho, fazer bom trabalho, exercer ideias dentro de campo. Mas somos competitivos, queremos vencer. Importante para bom ambiente", disse, em entrevista coletiva. Marquinhos, porém, não crê em facilidade nesses amistosos, lembrando que a seleção senegalesa foi finalista recentemente da Copa Africana de Nações - é, também, a equipe melhor ranqueada do seu continente no ranking da Fifa, em 20º lugar, enquanto os nigerianos ocupam a 34ª colocação.

"Conheço bastante e sei das qualidades deles. Senegal é vice-campeã da Copa da África, time bem intenso, difícil. Temos que fazer grande jogo, impor nosso ritmo", comentou o zagueiro, que enfrenta vários dos jogadores rivais dos próximos dias no Campeonato Francês. "São adversários muito intensos, agressivos, com imposição física e jogo técnico também. Vemos grandes jogadores disputando grandes campeonatos na Europa, muitos deles no Francês", acrescentou.

Embora atue no PSG, Marquinhos precisou comentar sobre os desfalques provocados nos clubes brasileiros pela convocação de Tite. O zagueiro destacou que o calendário do futebol nacional, sem paralisação no Campeonato Brasileiro, causa problemas para todos, inclusive para o treinador da seleção. "Também temos de pensar em todos os lados, não só dos torcedores, dos treinadores, mas também pensar no lado da seleção, no lado do Tite. Como é que ele vai organizar, testar os jogadores que tem de testar? Toda convocação é difícil para ele, tem de pensar nos jogadores que quer convocar, mas não pode. Está tendo que limitar as convocações de jogadores do Brasil. É muito difícil para o treinador da seleção", disse.

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