Julian Filley/AFP
Julian Filley/AFP

Marrocos apela na CAS por pena à desistência de sediar Copa Africana

Federação Marroquina vai ao Tribunal do Esporte para que seja revista a punição de ficar de fora das próximas duas edições

Estadão Conteúdo

17 de fevereiro de 2015 | 15h56

A Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) está disposta a ir até as últimas instâncias para evitar a dura punição que recebeu por desistir de sediar a Copa Africana de Nações deste ano. Nesta terça-feira, a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) informou que recebeu uma apelação da entidade.

Marrocos desistiu de sediar a Copa Africana desse ano em outubro do ano passado, por medo que o vírus Ebola, que estava assolando parte do continente, entrasse no país através de turistas que acompanhariam a competição. Dirigentes marroquinos chegaram a sugerir a mudança de data da competição ou que o local fosse sede da edição seguinte, em 2017, mas a CAF negou.

Como consequência, a entidade continental definiu uma duríssima punição à FRMF. Após uma reunião no início do mês na Guiné Equatorial, a entidade multou o país em US$ 1 milhão, exigiu ainda uma indenização de 8,05 milhões de euros e baniu a seleção marroquina das próximas duas edições do torneio continental, em 2017 e 2019.

Prontamente, dirigentes do Marrocos mostraram-se revoltados com a punição, chamando-a de prejudicial para o esporte e contra as regras. Nesta terça, o país finalmente entrou com recurso para suspender a pena e pediu que uma decisão final seja tomada até o fim de março.

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