Marta é recebida com tapete vermelho

Estrela chega ao Santos para a disputa da Libertadores feminina

Bruno Deiro, de O Estado de S. Paulo,

11 de setembro de 2009 | 07h54

Após desfilar sobre um tapete vermelho, Marta deu a volta olímpica na Vila Belmiro, na quinta-feira, 10, em sua chegada ao Santos. O ritual tem tudo para ser repetido nos três meses que ficará no clube. Eleita desde 2006 a número 1 do mundo pela Fifa, ela tem a missão de liderar o time montado pela direção santista para a disputa da primeira edição da Taça Libertadores feminina, em outubro.

 

"É bastante emocionante voltar ao Brasil após tantos anos", disse a alagoana, que saiu do país em 2003, para jogar no futebol sueco. "Sempre tive o sonho de jogar aqui e contribuir de alguma forma."

 

Apesar da consagração internacional, Marta foi às lágrimas ao agradecer o convite. Quer ser exemplo para as jogadoras que estão começando. "Todas as meninas que estão aí batalhando agradecem", disse ela, segurando a emoção. "No futebol feminino, o nível vem aumentando. Espero fazer um bom trabalho para ajudar a levar talentos para a seleção também."

 

Além dela, o time terá outras cinco atletas que conquistaram a medalha de prata com a seleção brasileira nos Jogos de Pequim - entre elas, Cristiane, sua companheira de ataque . Mas a estrela do time é mesmo Marta, que ganhou a camisa 10 e prometeu honrar o número imortalizado por Pelé. "A dele era maior, um pouquinho", brincou. "Mas espero fazer o mesmo sucesso que ele fez aqui."

 

O prestígio que desfruta no futebol mundial, porém, já alimentava comparações antes mesmo de Marta chegar ao time da Vila. "Há seis anos ela está entre as melhores. Isso mostra que ela marcou história e está no mesmo patamar de Pelé, no feminino", afirma o técnico da seleção feminina, Kleiton Lima, que também treina o time do Santos. "Ela é incomparável. Disparada, a melhor", derrete-se em elogios o treinador.

 

Enquanto o time masculino do Santos tem se mostrado inconstante no Brasileiro, o feminino chega como favorito para a disputa da Taça Libertadores e da Copa do Brasil, que inicia no fim de setembro. Marta, porém, evitou comparações entre a força dos elencos. "Futebol dos homens é bem mais forte, na parte física não há como competir. Mas, em termos de técnica e tática, muitas jogadoras não deixam a desejar"

 

Diante da insistência dos jornalistas em "escalá-la" no time de Vanderlei Luxemburgo, a jogadora perdeu a paciência. "Até jogo em brincadeiras, mas estão falando muito do time masculino", protestou. "Agora é o momento do feminino"

 

A estreia do time na Libertadores feminina será no dia 4 de outubro, em casa, contra o White Star, do Peru.

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