Bayern de Munique/Divulgação
Bayern de Munique/Divulgação

Martinez decide, Bayern bate o Sevilla e inicia temporada com o título da Supercopa

Espanhol marca na prorrogação o gol da vitória após empate por 1 a 1 no tempo normal, na Puskas Arena, na Hungria, que recebeu torcida como um teste para o retorno do público

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2020 | 19h01

O Bayern de Munique não se cansa da rotina de levantar taças. Desta vez,  precisou da prorrogação para erguer seu primeiro troféu na temporada. Com virada sobre o Sevilla, da Espanha, por 2 a 1, na Puskas Arena, em Budapeste, o time alemão conquistou a Supercopa da Europa. Foi o segundo título do time alemão na história do torneio e, mais uma vez, graças ao espanhol Javi Martinez. Se o gol dele na prorrogação de 2013 levou a final para os pênaltis, depois vencida pelos bávaros, desta vez ele fez no tempo extra para garantir o triunfo.

Depois de apenas uma conquista em cinco finais da Superliga da Europa, finalmente o Bayern espantou o fantasma de ser vice e levantou sua quarta taça em 2020, a primeira da temporada que se encerra em 2021. E ainda há a final da Supercopa da Alemanha diante do Borussia Dortmund daqui uns dias.

A decisão na Puskas Arena, em Budapeste, foi um teste da Uefa para o possível retorno do público na retomada do futebol em meio à pandemia do novo coronavírus. Cerca de 15 mil pessoas acompanharam ao título do Bayern nas arquibancadas em um estádio com capacidade para 67.215 torcedores.

O duelo entre os vencedores da Liga dos Campeões e da Liga Europa começou com os finalistas com a confiança bastante em alta graças às longas séries invictas. As duas equipes não perdiam desde o início do ano. O Bayern desde um 5 a 2 para o Nunemberg, no longínquo dia 11 de janeiro. Depois daquele tropeço, foram 28 jogos, sendo 23 vitórias seguidas nas últimas rodadas. Por sua vez, o Sevilla não era derrotado desde o não menos distante 9 de fevereiro, quando levou 2 a 1 do Celta de Vigo. A série sem perder acumulava 22 partidas.

Uma promessa de jogo forte, equilibrado e interessante. Mas que começou truncado, com as equipes optando pelo estudo. Troca de passes sem ofensividade, cautela, até o Sevilla se arriscar pela primeira vez. E que risco.

 

O estreante croata Rakitic recebeu na área e foi derrubado por Alaba. Pênalti e cartão amarelo ao defensor. Com 100% de aproveitamento em cobranças de pênaltis no clube espanhol (foram seis com esta), Ocampos mostrou que não é o batedor oficial por acaso. Bola de um lado, Neuer do outro e 1 a 0 com 13 minutos.

Atrás na decisão, o forte Bayern custou a acordar no jogo. Nada dava certo. Acostumado a atuar no ataque com frequência, desta vez demorou 21 minutos para ameaçar o Sevilla pela primeira vez.

A triangulação entre Goretzka, Lewandowski e Müller terminou com o atacante alemão sendo travado na hora de finalizar. A boa chance surgiu, para valer, após um chutão de Neuer, Lewandowski ganhou do marcador e tentou encobrir o goleiro, mas errou a cavada. O trio da primeira chance alemã voltaria a aparecer aos 33, com Müller e Goretzka em papéis invertidos. O alemão iniciou a jogada, cruzando com estilo, Lewandowski ajeitou para trás e o volante empatou, festejando com "peitada" no camisa 9.

O Bayern mal igualou o placar e lá estavam os espanhóis festejando, com De Jong. Mas o gol acabou anulado por impedimento e o empate prevaleceu até o intervalo. O segundo tempo teve início com novo lance entre o atacante holandês e Neuer, que salvou. Era pressão espanhola pelo segundo gol. Mas quem não faz...

Müller e Lewandowski trocam passes e o polonês decreta a virada. Novamente o VAR em ação e outra comemoração invalidada. O camisa 9 estava impedido. Virou uma final entre ataque alemão contra defesa espanhola. O Sevilla se fechou atrás e não incomodou mais. Do outro lado, Bayern em cima. E dá-lhe gol anulado. Desta vez de Sané. Fez falta no lance.

Os poucos torcedores das duas equipes presentes gritavam, incentivavam. Sabiam da importância de motivar seus ídolos. Os jogadores do Bayern, contudo, pareciam mais ligados. E criavam uma oportunidade atrás da outra. A virada estava madura. 

Porém, foi o time espanhol quem quase voltou a mandar no placar. O Sevilla encaixou um contragolpe em alta velocidade e, por pouco, não fez o segundo. Navas arrancou e serviu En-Nesyri. Ele arrancou, saiu na cara do goleiro e bateu no canto. Neuer fez defesa impressionante e salvou os bávaros.

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