Mascherano: Fiorentina faz pressão

O River Plate mantém um silêncio profundo sobre os rumores surgidos nos últimos dias que indicavam que o jogador Javier Mascherano estaria em plenas negociações para ser vendido ao Fiorentina, da Itália. Os boatos sustentavam que o representante de Mascherano, Walter Tamer, teria entrado em contato com o time italiano, para iniciar conversas com o objetivo de vender o jogador por um valor equivalente ou superior a 10 milhões de euros. Os rumores coincidem com os comentários realizados pela estrela do River Plate a fins do ano passado, que indicavam que seu desejo, mais do que partir para o Brasil, era o de ir à Europa. Além disso, em Buenos Aires, a venda do jogador ao Corinthians nunca foi confirmada de forma categórica, ao contrário do ocorrido em São Paulo com essa operação. Especulações em Buenos Aires indicam que os boatos não passariam de uma manobra para pressionar o Corinthians e assim conseguir melhores condições de pagamento pelo passe de Mascherano. No âmbito esportivo portenho considera-se que é um "clássico argentino" esse tipo de manobra de pressão. "Primeiro você acerta uma venda com um time. Depois, enquanto os detalhes finais são acertados, você começa a fazer o joguinho de flertar com outros clubes. E nestas coisas, a imprensa é uma ferramenta muito útil, pois sempre publica qualquer coisa que for retumbante...e ainda por cima, de graça!", comentou em off um veterano especialista no assunto. O calejado analista recorda o caso da venda de Carlos "El Apache" Tevez ao Corinthians: "o negócio já estava acertado, e no entanto, a diretoria do Boca Juniors não confirmava nada. O silêncio era mortal. Bom, do lado brasileiro, nesse caso, é preciso dizer, a história era muito confusa também com esse iraniano, o Kia Jorabachian, fazendo mistério sobre a forma do pagamento do passe de Tevez e cantando vitória antes da hora". Segundo o especialista, "nestes casos, costumam confluir duas coisas. Por um lado, é o tal jogo de pressão e de assustar o negociador interlocutor. Por outro lado, é o resultado de divisões internas dos times, cujas diretorias não convergem sobre a venda de um jogador".

Agencia Estado,

08 de abril de 2005 | 17h41

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