Reprodução / Twitter
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Inspirado no Canarinho, mascote 'Timbu de Chernobyl' vira talismã do Náutico na Série C

Animal enfezado substitui antigo símbolo dócil do clube e conquista a torcida no Recife

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2019 | 13h00

A arrancada do Náutico na Série C do Campeonato Brasileiro rumo ao acesso está marcada por um personagem que não faz gol, mas virou ídolo da torcida. A diretoria lançou em agosto uma versão nova da mascote do clube e conquistou o apreço dos alvirrubros. O Timbu, espécie de gambá, teve a aparência refeita, ganhou traços de animal enfezado e até recebeu o carinhoso apelido de "Timbu de Chernobyl".

Inspirado por mascotes com cara de bravo, como o Canarinho, da seleção brasileira, e o Santo Paulo, do São Paulo, o Náutico quis elaborar uma versão própria. "Eu quis uma mascote que tirasse a docilidade. O Timbu anterior parecia de festa infantil. Queria uma figura de 'cabra-macho', que instigasse a torcida e fizesse o adversário sentir que o Náutico estava pronto para tudo", disse o vice-presidente de marketing e comunicação do Náutico, Ricardo Mello.

O dirigente afirmou que o conceito do personagem veio do projeto de fazer a torcida recuperar o moral após ter visto o clube amargar resultados ruins recentemente, em especial em momentos decisivos. O intuito foi mostrar que o "novo" Náutico, além do retorno ao estádio dos Aflitos, teria também uma postura mais aguerrida e sem temer os rivais.

Os traços agressivos do Timbu causaram grande impacto, inclusive na imprensa internacional. A primeira aparição dele foi em agosto, já com a criação instantânea do apelido "Timbu de Chernobyl", uma referência à usina nuclear ucraniana que sofreu um grave acidente em 1986. "Ao olhar para o Timbu, a sensação é de um sobrevivente, de um resistente, que passa por tudo e continua lutando. A repercussão fugiu do controle positivamente. Ficamos felizes", analisou Mello.

O Náutico cuidou de treinar um funcionário do clube para atuar como Timbu. O papel dele é entrar em campo, cativar a torcida e fazer pose. Até agora deu certo. Desde a estreia dele, o time não perdeu mais dentro de casa. O presidente do Náutico, Edno Melo, disse que o sucesso da mascote foi inesperado. "Eu particularmente achei o bicho feio, mas o timbu não é um animal bonito. Só que caiu na graça da torcida. O que a gente queria era ter alguém que desse medo", explicou.

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