‘Massa coral’, a força para lotar estádios

Eles são mais de dois milhões de apaixonados e formam uma das mais fanáticas torcidas do futebol brasileiro. São conhecidos como a “massa coral”, referência às listras vermelha, branca e preta de seu uniforme. Faça chuva ou faça sol, a massa lota os estádios para acompanhar o Santa Cruz Futebol Clube, ou simplesmente Santinha, o Campeão do Nordeste de 2016.

MONICA BERNARDES, ESPECIAL PARA O ESTADO, O ESTADO DE S.PAULO

07 de maio de 2016 | 17h00

Formada em sua maioria por integrantes das classes C, D e E a torcida, ao longo dos anos, caracterizou-se pela força de lotar estádios. Com músicas, bandeirões, tambores, cornetas e animação, apoia o time, mas também cobra quando está insatisfeita.

“Nossa torcida é nosso maior patrimônio. O Santa estando bem ou estando mal, a torcida não deixa o clube. Entender de forma lógica, matemática, não funciona. Porque estamos falando de amor verdadeiro”, diz o presidente Alírio Martins.

“Eu vou onde o Santa Cruz estiver. Se for final de semana, ótimo. Se for dia de semana, converso com o chefe, faço hora extra, mas não deixo de ver o Santinha jogar”, diz o técnico em informática Luis Dias, 23.

Filho, neto e bisneto de tricolores, ele viajou, no final de semana para Campina Grande, na Paraíba, para assistir ao título da Copa do Nordeste. O ônibus foi parado pela Polícia Rodoviária Federal por falta de documentos. Ele não teve dúvidas: “Quem quiser ficar, que fique, eu vou ver o Santa jogar.” E foi. Com outros torcedores, caminhou mais de oito quilômetros até chegar ao local da partida. 

Tudo o que sabemos sobre:
Santa Cruz

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.