Paulo Vita/Divulgação
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Massa descarta ajuda ao São Paulo: 'Prefiro apoiar quem precisa'

Citado como possível investidor do clube, piloto rechaça ideia

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

06 Agosto 2015 | 07h00

O piloto Felipe Massa, da Williams, disse nesta quarta-feira que não pretende aceitar o convite do São Paulo para participar de um fundo de investimentos com torcedores ilustres para arrecadar dinheiro e ajudar a pagar as dívidas da equipe. Em entrevista exclusiva ao Estado, o representante são-paulino na Fórmula 1 afirmou que prefere apoiar obras de caridade em vez de contribuir com o clube.

"O meu interesse, sem dúvida, é primeiramente ajudar as pessoas que realmente precisam, como casas beneficentes em geral", disse o piloto em conversa durante evento da Samsung, em São Paulo. O nome de Massa foi um dos citados pelo presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, em entrevista exclusiva ao Estado no último mês, quando revelou o projeto de montar esse fundo.

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de participar da iniciativa, Massa ressaltou não ter interesse. "É preciso conversar direito. As coisas têm que ser feitas da maneira correta e não apenas usar o nome de outras pessoas para tentar salvar uma dívida que um clube tem", comentou.

De acordo com o presidente do São Paulo, em até dois meses o clube vai montar um fundo de investimento com o intuito de arrecadar R$ 100 milhões. "Vamos lançar no mercado e queremos pegar grandes são-paulinos. Quem são eles? Já tenho nomes elencados para convidar. Vinícius Pinotti, Abílio Diniz, Roberto Justus, Felipe Massa, Rodrigo Faro, Henri Castelli, Zezé di Camargo, Ives Gandra...", exemplificou Aidar na ocasião.

O modelo do fundo prevê o investimento mínimo de R$ 1 milhão, remuneração aos participantes e como garantia a eles, a participação em negociações futuras de jogadores das categorias de base do clube. Segundo o presidente, a dívida total do São Paulo é de R$ 273 milhões e o fundo ajudaria a zerar essa pendência em no máximo cinco anos.

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'Os pilotos se uniram depois da morte do Bianchi', diz Massa

Piloto da Williams revela ambiente diferente na Fórmula 1

Entrevista com

Felipe Massa

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

06 Agosto 2015 | 07h00

A 13ª temporada de Felipe Massa na Fórmula 1 já passou da metade, e a parada do calendário durante o verão europeu abriu brecha para o piloto da Williams vir ao Brasil, onde fica até domingo, e fazer reflexões sobre o momento da categoria, que ainda está abalada pela morte recente de Jules Bianchi. Massa concedeu entrevista exclusiva ao Estado durante evento da Samsung e falou sobre os planos para 2016 e até do GP do Brasil deste ano.

A morte do Jules Bianchi fez os pilotos ficarem mais unidos e engajados na Fórmula 1?

Os pilotos depois de um momento como esse acabam ficando mais próximos, têm uma união maior. Todos bateram muito nesse ponto do que aconteceu no GP do Japão do ano passado, quando houve o acidente, e sem dúvida muitas coisas mudaram depois daquilo. Então teve uma força dos pilotos também para superarmos essa tristeza.

Vocês passaram a conversar mais sobre segurança?

Primeiro de tudo, foi um momento muito triste para o esporte em geral por causa do que aconteceu com o Jules Bianchi no Japão. Não foi uma batida normal, foi uma colisão no trator. Sem dúvida depois disso muitas coisas mudaram na regra, entrou o safety car virtual, em que o carro não entra na pista, mas os pilotos precisam respeitar uma velocidade limite bem mais lenta. Foi muito triste para o esporte em geral, além disso o Jules era um grande amigo, sempre estávamos próximos e era uma amizade bem diferente da que os pilotos têm entre eles. Foi muito triste e sem dúvida é mais um motivo para a Fórmula 1 continuar batalhando pela segurança dos pilotos.

Com a proximidade do fim da temporada, você já tem planos para 2016?

Meu plano é continuar na Williams. Estou feliz na equipe, com pessoas que me respeitam muito. Nada ainda foi anunciado e nada foi feito, mas acredito que devo continuar para a temporada do ano que vem. Pelo menos é essa a minha vontade e não vejo motivo para a equipe não ter essa mesma vontade também.

Os seus resultados até aqui estão dentro da sua expectativa?

Estamos fazendo um bom campeonato e acredito que a segunda parte do ano pode ser melhor do que a primeira. Isso se explica pelas pistas e pela forma como nosso carro pode render nesses circuitos. A temporada está indo bem. Estamos em terceiro lugar no campeonato de construtores e temos no momento, dependendo da pista, talvez um carro um pouco melhor do que a Ferrari e também, em algumas ocasiões, um pouco pior do que o carro deles. Logicamente, a Mercedes continua em um momento similar ao do ano passado, vencendo quase todas as corridas e bem acima das demais escuderias.

O GP do Brasil de 2015 vai ter mudanças com a modernização do paddock de Interlagos. Isso vai aliviar as críticas das equipes sobre a estrutura da pista?

Interlagos é uma das pistas mais bacanas. Todas as corridas são bem movimentadas, acontecem muitas coisas no decorrer da prova, com disputas em geral. No traçado, não há nada para ser mudado. No paddock, sim, tem falta de espaço para as pessoas e equipes trabalharem, até para quem vai acompanhar de perto o Grande Prêmio. Isso a gente tem de mudar, é isso o que estão fazendo e espero que tenha bom resultado. A pista está fechada desde a corrida do ano passado para fazer essa mudança.

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