Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Mateus Vital, Sidcley e Ralf ganham espaço sem alarde no Corinthians

Eles não aparecem entre os destaques do time, mas foram importantes na conquista do Paulistão

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2018 | 07h34

O título do Corinthians no Paulistão teve muitos candidatos a herói. Cássio, Rodriguinho, Balbuena e até Fábio Carille foram ressaltados. Mas Ralf, Mateus Vital e Sidcley, três jogadores que não aparecem tanto no noticiário, merecem destaque e ganharam muitos pontos com a torcida e com o treinador.

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Do trio, quem mais sobressaiu na decisão foi o jovem Mateus Vital. O garoto de 20 anos foi um dos piores do Corinthians no primeiro jogo da final, recebeu críticas de Fábio Carille na coletiva, correu o risco de perder posição, mas ganhou um voto de confiança do treinador e não decepcionou.

Foi dele o passe para o gol de Rodriguinho e o menino ainda mostrou bastante personalidade com a bola no pé. “Sabia que quando viesse para o Corinthians eu iria brigar por títulos e comecei com o pé direito”, comemorou o meia. “O professor (Carille) conversou comigo, passou tranquilidade e disse para eu jogar o meu futebol”, completou o jogador, que deve ser mantido entre os titulares.

Quem pode ser apontado como uma revelação do Corinthians é Sidcley. Ele chegou com o rótulo de “reserva do Atlético-PR” para uma posição deficiente no elenco. Carille apostou em Juninho Capixaba e depois em Guilherme Romão e ambos decepcionaram. Mesmo cercado de desconfiança, Sidcley aproveitou a oportunidade e conseguiu dar conta do lado esquerdo. No clássico travou um duelo com Dudu e teve bom rendimento.

Ele está emprestado pelo Furacão até dezembro, a diretoria corintiana aprova a atuação do atleta e admite que pode fazer uma proposta de compra nos próximos meses.

O terceiro jogador em alta é um velho conhecido do corintiano. O experiente Ralf passou a maior parte do campeonato na reserva e teve sua importância nos bastidores, por suas palavras de apoio aos mais jovens.

Carille surpreendeu muita gente e decidiu colocá-lo no lugar de Gabriel, que parecia intocável, e a mudança deu maior equilíbrio à marcação alvinegra no meio de campo. “Não tenho nem muito o que falar, só tenho de agradecer a todo mundo, ao meu estafe, à diretoria e à comissão técnica. Todos que me ajudaram a voltar ao Brasil para atuar no Corinthians. Me sinto realizado e abençoado”, comentou o volante.

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