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Matheus Pereira, ex-Corinthians, cava lugar na Juventus de CR7

Meia ganha espaço no elenco da equipe, que já conquistou o 35º título nacional, o seu 8º consecutivo

Catharina Obeid, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2019 | 04h30

O brasileiro Matheus Pereira fez sua estreia no time principal da Juventus na partida com a Inter de Milão, no dia 27 do último mês. Na semana seguinte, no clássico com o Torino, voltou a ter mais minutos pelo time que foi campeão pela oitava vez consecutiva. Com o 35.º título garantido faltando cinco rodadas para o final do Campeonato Italiano, o técnico Massimiliano Allegri decidiu dar espaço aos garotos da base. Entre eles, Pirulão, como é apelidado o jogador de 21 anos, ex-Corinthians

Revelado na base do clube paulista, o jovem foi comprado pela Juventus em 2016 por 2,5 milhões de euros (cerca de R$ 9 milhões na cotação da época). O meia era visto como um dos destaques da base corintiana por conquistar o título do Paulistão sub-20 como titular aos 17 anos, além de ter atuado junto ao elenco profissional em três jogos de 2015 – um amistoso com o CSA, um duelo com o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro e uma partida com o Santos pela Copa do Brasil. 

“Fui criado no Corinthians desde os meus onze anos, fiz a categoria de base inteira e cheguei no profissional, então é um clube que tenho um carinho enorme”, disse Matheus em entrevista ao Estado.

No ano seguinte, o atleta continuou como um dos pilares da equipe de Osmar Loss na Copa São Paulo. Na final com o Flamengo, o jovem chegou a marcar um gol no tempo normal, mas virou vilão da derrota alvinegra por desperdiçar sua cobrança de pênalti ao dar uma cavadinha. Foi comparado a Alexandre Pato pelo coordenador de futebol Alessandro Nunes e recebeu conselhos de Tite. “Não faça mais isso, estou falando pelo teu bem porque se eu fosse você, gostaria que alguém dissesse isso para mim”, comentou o treinador do clube alvinegro na época.

O meia ainda subiu para o elenco principal, mas perdeu espaço para Marquinhos Gabriel e na metade de 2016 foi para a Itália assinar seu contrato. Sequer chegou a entrar em campo, nem mesmo nas categorias de base. A Juventus optou por ceder o garoto que tinha então 18 anos ao Empoli, para que ganhasse experiência em solo europeu. Depois, ainda foi emprestado ao Bordeaux, da França, e ao Paraná. “Foram passagens onde não tive muitas oportunidades, mas sem dúvida foi um grande aprendizado: aprendi a trabalhar mais forte, não desanimar e não tirar o foco dos meus objetivos”, afirma.

CHANCES

No meio de 2018, o garoto criado no Jardim Peri, na zona norte de São Paulo, voltou para solo italiano para ser camisa 10 do sub-23 da Juventus, onde finalmente ganhou sequência. Se destacou tanto pelo time B da equipe de Turim que chamou atenção de Allegri. Uma semana depois de começar a treinar com o elenco principal, Matheus foi chamado para seu primeiro jogo. Nos poucos minutos que teve em sua estreia, quase marcou ao receber um passe de Cristiano Ronaldo. O conselho dado pelo craque, eleito cinco vezes como o melhor jogador do mundo? Ficar tranquilo, fazer o que sabe. 

Por acompanhar o português desde cedo pela televisão, no papel de ídolo, foi a atitude dele fora das quatro linhas que mais o impressionou: “Mesmo ele sendo o melhor do mundo, ele sempre está trabalhando a mil por hora”, conta. Além de toda a dedicação, o brasileiro também admira o papel que Cristiano desempenha no vestiário do clube italiano. “A relação dele com o treinador é muito boa, nos treinos com os outros jogadores ele se dedica 100% e com os garotos da base ele procura nos passar confiança”, resume. 

Com um companheiro de time e conselheiro desses, ele garante estar preparado. “Venho fazendo minha parte, se tiver outras oportunidades espero aproveitá-las da melhor forma possível”. Matheus define o momento como um sonho que está se realizando e espera voltar a ser utilizado nos últimos jogos do Italiano: visitando a Roma e recebendo a Atalanta, nos dois próximos domingos, 12 e 19, respectivamente.

TRÊS PERGUNTAS PARA...

1. Como foi sua infância e quais foram seus primeiros passos no futebol?

Foi tranquila. Fui criado no Jardim Peri, na zona norte de São Paulo, pelos meus avós, minha mãe e meus tios. Meus tios sempre jogaram bola, minha mãe também, então comecei por incentivo deles.

2. Como recebeu a notícia, aos 18 anos, da proposta da Juventus? 

Quando o meu procurador disse que a Juventus tinha interesse em mim, foi um momento muito feliz para toda a minha família. É a realização de um sonho jogar em um grande clube da Europa.

3. Como é ser companheiro de Cristiano Ronaldo na Juventus?

Estou muito feliz por estar ao lado do melhor do mundo, convivendo com ele, treinando com ele, aprendendo muitas coisas. Ele é uma pessoa que me ajuda bastante e que ajuda todo o grupo. 

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