Matonense pode ser eliminada da A2

A Matonense pode ser eliminada do Campeonato Paulista da Série A-2. A decisão, porém, ainda deve demorar, pelo menos, duas semanas, tempo hábil para que o Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol possa analisar o caso. Depois de perder por WO para o São Bento, domingo à tarde, em Matão, o clube deve ser penalizado em cima dos artigos 203 e 204 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.O artigo 203 diz o seguinte: "Deixar de disputar, sem justa causa, partida, prova ou o equivalente na respectiva modalidade", com pena de perda de pontos em disputa a favor do adversário, na forma do regulamento, e proibição de participar do campeonato, torneio ou equivalente, subseqüente, da mesma entidade de administração.O artigo 204 é parecido e prevê o abandono da disputa de campeonato, torneio ou equivalente, da respectiva modalidade, após o seu início. A sua pena é multa de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e proibição de participar dos dois próximos campeonatos, torneios ou equivalentes, em qualquer entidade de administração do desporto da mesma modalidade, sendo as conseqüências desportivas do abandono decorrentes, dirimidas pelo respectivo regulamento.Antes deste julgamento, provavelmente no dia 28, o clube ainda sofrerá mais sanções. Na sessão da próxima segunda-feira, outros 11 atletas da Matonense serão julgados por estarem irregularmente inscritos. Todos devem ser suspensos por 120 a 360 dias. Além disso, o time pode perder seis pontos por incluir um jogador amador. Até agora, porém, em quatro rodadas, a Matonense não somou pontos no grupo 2 da Série A2.Na semana passada, outros 26 jogadores e o técnico Israel de Jesus também foram punidos, por provocar desordem em campo no jogo em que o time perdeu para o Nacional, por 2 a 1, em Matão.Os suspensos pertencem à empresa Futura Esportes, que comprou o direito de terceirizar o futebol do clube. O acordo, porém, foi rompido unilateralmente pelo presidente da Matonense, Oberdan Silva, um ex-funcionário da Futura. A partir daí, as divergências foram parar na Justiça.

Agencia Estado,

14 de fevereiro de 2005 | 19h27

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