Mattos quase derruba Passarella

O volante Marcelo Mattos era só alegria depois do gol sobre o Figueirense - o segundo do Corinthians no jogo e o primeiro dele com a camisa do Timão. Saiu correndo em direção ao banco e pulou no colo do técnico Daniel Passarella, quase levando o argentino ao chão. "É um treinador que tem me dado muita confiança. Estou crescendo aqui no Corinthians. Devo isso a ele", afirmou o jogador, que é um tipo calado. "Mais importante do que o meu gol foi ter saído aqui do Pacaembu sem sofrer gols. Isso é importante na Copa do Brasil."Marcelo foi o primeiro reforço da ?Era MSI? no Corinthians. Chegou antes mesmo da contratação milionária de Carlitos Tevez. Enquanto o argentino custou cerca de US$ 20 milhões, o volante foi tirado do São Caetano por uma ?pechincha?: US$ 1 milhão. Por isso, poderia ser considerado um "patinho feio" do novo Corinthians. "Na primeira chance, não cheguei a tempo no cruzamento do Gustavo (Nery). Na segunda, fui bem. Estava no lugar e na hora certa. Uma bela cabeçada perto da marca de pênalti", comemorou.Ele não fez questão nem de guardar a camisa do primeiro gol. Correu até a torcida e jogou o "troféu" sem se arrepender.Os milhões de Kia Joorabchian, aliás, aos poucos vão minando a força da oposição corintiana, que tanto brigou para que a parceria não fosse oficializada. Durante o processo de acerto com o iraniano, a conselheira Marlene Matheus, viúva de Vicente Matheus, adorava chorar copiosamente na frente de câmeras e microfones. Agora, a situação é bem diferente.Durante o jogo, enquanto Kia Joorabchian, nas tribunas do Pacaembu, acenava para a torcida, Marlene estampava um largo sorriso ao lado do presidente da MSI. Nem parecia a mesma de tempos atrás. A relação com Kia parece ser das melhores, a ponto de os dois terem trocado palavras ao pé do ouvido e assistido juntinhos ao jogo."Eu nunca fui contra a parceria. Só não acho certo o Kia ter ficado com 51% do Corinthians. Aliás, acho que ele deveria ser o presidente porque é jovem e tem o apoio da torcida, inclusive o meu", justificou-se, sem constrangimento.

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