Maxwell almeja sucessão de Roberto Carlos

Único ?estrangeiro? titular na equipe que começará jogando o Pré-Olímpico, o lateral-esquerdo Maxwell quer fazer da competição no Chile um trampolim para o futuro na seleção principal. Ele sabe que, hoje, Roberto Carlos é o dono indiscutível da posição. Mas também sabe que o craque do Real Madrid não é eterno. "Sou muito novo, tenho bastante tempo pela frente. A convocação para a Sub-23 é uma ótima chance para eu me apresentar ao Brasil e mostrar meu valor. Quero chegar à seleção principal, mas sem pressa", avisou.Foi por enxergar no Pré-Olímpico uma grande chance para dar um salto na carreira que ele ´brigou´ com a diretoria do Ajax para ser liberado. "O clube não queria me deixar vir. Como o Campeonato Holandês está parado por causa do frio, o time vai amanhã para Portugal fazer um período de treinos. Eles queriam contar comigo nesses treinos e também nos jogos dos dias 21, 25 e 28. Mas eu conversei com o treinador (Ronald Koeman), expliquei que não queria perder essa oportunidade e ele acabou me liberando", contou o lateral.Com 22 anos (faz 23 em agosto), ele já está há dois anos e meio na Holanda. O Ajax o contratou por US$ 3 milhões em junho de 2001, depois de vê-lo defender os juniores do Cruzeiro num torneio realizado no país. "Viver na Europa está sendo muito importante para mim como jogador e como pessoa. Como também foi importante o período em que vivi em Belo Horizonte. Saí de Vitória, no Espírito Santo, com 16 anos e tive de virar homem longe da família", explicou Maxwell.Dos cruzeirenses que estão no Chile, Maxwell foi companheiro de Gomes, Maicon e Wendell nos juniores. Ele tornou-se titular do Ajax seis meses depois de chegar, quando Koeman assumiu o comando do time. É o dono da lateral-esquerda, mas já foi aproveitado como meia e volante. "Na Europa, aprendi a conduzir a bola menos do que conduzia aqui no Brasil. Isso é reflexo de ter menos espaço para jogar. E lá tenho a chance de enfrentar grandes times e grandes jogadores, o que é uma experiência muito importante para a minha carreira."Na seleção, Maxwell ataca mais do que no Ajax. Por isso, está tendo de se readptar ao jeito brasileiro de jogar. "Os laterais atacam pouco na Europa, ficam mais preocupados em marcar. No Brasil, os laterais são muito importantes para dar assistência aos atacantes.Estou procurando ajudar bastante nas jogadas ofensivas", revelou.Maxwell só fica sem jeito quando o assunto deixa de ser futebol e passa a ser estética. Ele fez sucesso com as meninas que acompanharam os treinos da seleção na Granja Comary e chegou a ser confundido com o cantor Bon Jovi no aeroporto do Rio. "Deixa essa história de Bon Jovi para lá...Ficar me comparando a ele é queimar o filme do cara...", brincou o lateral.

Agencia Estado,

04 de janeiro de 2004 | 18h05

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