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Mbappé diz que França não tem o melhor campeonato do mundo e defende Neymar

Para o jogador, brasileiro não entendeu 'jeito do país' ao chegar, o que acabou gerando problemas com a torcida

Redação, Estadão Conteúdo

24 de agosto de 2021 | 12h44

O atacante Kylian Mbappé, do Paris Saint-Germain, admitiu que o Campeonato Francês não é o mais competitivo na atualidade, confirmou ter um compromisso pelo crescimento da competição nacional e defendeu o brasileiro Neymar, seu colega de time, de críticas que sofreu depois da transferência do Barcelona para o clube francês, em 2017.

"A França não tem o melhor campeonato do mundo", disse o jovem astro, em entrevista publicada nesta terça-feira pela revista espanhola Esquire España. Mbappé, no entanto, garantiu que, apesar disso, ao ser um "jogador emblemático", como ele próprio classificou, sempre sentiu "a responsabilidade de ajudar para que a liga cresça".

O francês mostrou tranquilidade diante da missão de integrar um ataque que contará com Neymar e também com o craque argentino Lionel Messi, recém-contratado após deixar o Barcelona, já que se considera "um jogador moderno, que pode jogar em qualquer lugar".

Mbappé ainda deixou claro que não se enxerga entre os maiores jogadores do futebol na atualidade, apontando o novo companheiro argentino e o atacante português Cristiano Ronaldo, da Juventus, como acima dos demais. "Se você diz a si mesmo que fará as coisas melhor do que eles, isso vai além do ego ou da determinação: é falta de consciência. Esses jogadores são incomparáveis, destruíram as leis da estatística, tiveram dez, 15 anos extraordinários", avaliou.

Questionado sobre Neymar, Mbappé revelou que conversou com o camisa 10 da seleção brasileira para explicar como é a "mentalidade francesa" e a diferença para o estilo de vida dos brasileiros.

"No Brasil, as pessoas são mais festivas; na França, mais sérias, não se considera bom mostrar suas paixões. Pensarão que se descuida do PSG porque joga pôquer, mas ele começou a entender. No início, foi difícil porque ele viveu como uma afronta", disse o atacante. "Quando chegou, colocaram a cara dele na Torre Eiffel e seis meses depois perguntavam porque ele joga pôquer. Na França, as pessoas sabem o que acontece, mas não precisam ver. Só querem ver você jogar futebol, sorrindo", completou.

Mbappé falou ainda sobre a importância da conquista da Copa do Mundo de 2018, quando tinha apenas 19 anos, na Rússia, e revelou que após o título, ao retornar ao Paris Saint-Germain, conversou com Neymar. "Não vou invadir o teu território. Serei candidato à Bola de Ouro este ano (2018) porque você não será, mas te garanto que não quero ocupar o teu lugar", contou o francês para, depois, falar justamente da importância do ego para os jogadores de alto rendimento.

Questionado sobre o norueguês Erling Haaland, jovem de 21 anos e que tem média de quase um gol por jogo no Borussia Dortmund, Mbappé afirmou: "É o segundo ano dele, estamos começando a conhecê-lo. Estou feliz por ele e pelo que está fazendo", disse.

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