Médico: caso de Mauro Silva é comum

Atitudes como a de Mauro Silva são chamadas pela psiquiatria de esquiva. Motivada pelo medo, pela ameaça de desconforto ou do desconhecido, a pessoa deixa de tomar atitude em tese considerada banal. "Não é raro encontrarmos pessoas que, na última hora desmarcam um compromisso para preservar a rotina", lembra o professor de psiquiatria da Universidade de São Paulo, Ricardo Moreno.No caso de Mauro Silva, no entanto, há um fato importante a ser considerado: "O risco não era imaginário. Eles foram para um país onde situação é muito tensa. Além disso, jogadores são muito visados." Para o psiquiatra, por causa desse quadro, a recusa de última hora do jogador é de certa forma compreensível.Por que, então, outros jogadores não tiveram a mesma reação? O psiquiatra lembra que todos temos recursos psicológicos, que permitem a adaptação e proteção nos momentos necessários. "Quando há risco, as pessoas procuram se proteger, aumentar os cuidados. Essa é a atitude mais comum e certamente foi isso que os demais fizeram."

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