Médico da Fifa diz ser contra Copa no verão em 2022

Michael D'Hooghe se diz preocupado com as altas temperaturas no Catar

AE-AP, Agência Estado

15 de março de 2013 | 16h04

BÉLGICA - O médico-chefe da Fifa disse nesta sexta-feira ser contrário à realização da Copa do Mundo de 2022 no intenso verão do Catar. Michel D'Hooghe comentou sobre os riscos que o forte calor do país árabe pode trazer e se posicionou à favor da possibilidade de transferir a competição para o inverno local.

"Pessoalmente, acho que seria uma coisa boa se pudéssemos jogar esta Copa do Mundo em melhores temperaturas do que as do verão no Catar", opinou. "Do ponto de vista médico posso dizer que estamos todos preocupados."

A opinião de D'Hooghe é mais um forte argumento na questão que vem sendo debatida nos últimos meses. Recentemente, a Fifa admitiu a possibilidade de alterar as datas do torneio, depois de insistir que era o Catar que deveria oficializar o pedido para esta mudança, enquanto o país cobrava que a federação internacional fizesse a sugestão e se responsabilizasse pela medida.

Para D'Hooghe a alteração deve acontecer mesmo com a promessa da Fifa de que as partidas e os treinos acontecerão em estádios climatizados, que manteriam a temperatura entorno dos 21ºC. O médico-chefe lembrou que ainda assim os jogadores podem sentir o rigoroso verão do Catar quando não estiverem jogando, além de ressaltar o risco para torcedores, funcionários e outros envolvidos no evento.

"O problema, claro, é maior do que em relação aos jogadores. E o problema é muito maior para as outras pessoas que cercam a Copa do Mundo. O público que tem que se mover de cidade para cidade e que tem que viver com temperaturas que são muito elevadas", argumentou.

Apesar do posicionamento do médico, a Fifa ainda não definiu se a data da competição será mantida ou não. Recentemente, Joseph Blatter demonstrou que a entidade estava longe de tomar uma decisão. "Este é um problema sem solução", chegou a dizer o presidente da Fifa.

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