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Médico diz que Ricardo Gomes não deveria mais ser treinador

Mirto Prandini, neurocirurgião da Universidade Federal de SP, diz que atividade envolve muito stress

Moreno Bastos, estadão.com.br

29 de agosto de 2011 | 16h44

SÃO PAULO - No ano em que obteve sua principal conquista como treinador, a Copa do Brasil, Ricardo Gomes, de 46 anos, deve encerrar também sua carreira. É o que sugere o médico Mirto Prandini, neurocirurgião e professor da Universidade Federal de São Paulo. "A atividade de técnico de futebol envolve muito stress, por isso não é indicada para alguém que possua quadro de hipertensão crônica", afirmou o especialista.

O técnico do Vasco sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico domingo, durante o clássico com o Flamengo, no Estádio Engenhão. O jogo acabou empatado sem gols. Horas depois, Ricardo Gomes passou por cirurgia de retirado do coágulo e controle da pressão intracraniana. Seu caso ainda é delicado. Ele ficará em observação por 72 horas. Após esse período, será possível saber se Ricardo Gomes terá algum tipo de sequela.

Segundo o médico do Vasco, Alexandre Campello, o AVC de Ricardo Gomes está relacionado a um problema de hipertensão arterial mal controlada. No passado, quando treinava o São Paulo, em 2010, o técnico sofreu uma isquemia e passou alguns dias no hospital. Alexandre Campello já afirmou que, mesmo que Ricardo Gomes se recupere sem sequelas, dificilmente ele voltará ao cargo nesta temporada.

De acordo com o médico Mirto Prandini, um dos principais problemas no caso de Ricardo Gomes é a idade. "Ele é um hipertenso jovem demais. Tem um risco ainda maior de perder a vida."

No entanto, Prandini aponta o passado de Ricardo Gomes nos campos de futebol como fator positivo para a saúde do treinador. "O fato de ter sido ex-atleta ajuda tambéms. Se ele tivesse uma vida sedentária o problema teria acontecido 10 anos antes. Como foi jogador, adiou esse problema."

O médico aponta ainda para a gravidade para o problema ocorrido com o treinador. "A mortalidade em casos semelhantes é de 35%, em média, no mundo todo." Ricardo Gomes permanece internado. Ele está sedado e seu quadro é estável.

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