Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Médico que vai operar Neymar optou pelo esporte ao ver drama de Zico em 1986

Levado pelo pai, Neylor, à Copa do México, ele viu de perto o esforço do Galinho para poder jogar e decidiu se especializar em futebol

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

02 Março 2018 | 08h15

De certa forma, o Mundial do México foi a iniciação do garoto na medicina esportiva. Seu pai o levou para o torneio. Ele tinha 14 anos. Lá, Rodrigo viu de perto o esforço de Zico para disputar o torneio – o Galinho tinha grave problema no joelho, mas, se operasse, ficaria fora do Mundial. Por isso, passava horas na academia fazendo exercícios para poder jogar. “Vi de perto o drama e a determinação do Zico. Isso me ajudou a optar pela medicina esportiva’’, disse certa vez.

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Dito e feito. Em 1995, Rodrigo se formou pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Logo começou a trabalhar como médico auxiliar no Atlético-MG – está lá até hoje, e desde 2001 é diretor do departamento médico do clube.

Não demorou para chegar à CBF, levado pelo doutor José Luiz Runco. Esteve nas Copas de 2002 e 2006, mesmo ano em que concluiu o mestrado em ortopedia, traumatologia e recuperação na Universidade de São Paulo (USP).

Rodrigo deixou a seleção e voltou em 2013, quando Felipão assumiu. Depois do Mundial de 2014, com o afastamento de Runco, assumiu a chefia do departamento na CBF.

Calmo e educado, o mineiro Rodrigo Campos Pace Lasmar, de 45 anos, raramente altera a voz. Cortês, é firme em suas posições. E respeitado. Na reunião em Paris em que ficou decidida a cirurgia de Neymar, seus argumentos claros e contundentes minaram a resistência dos franceses do PSG, que inicialmente preferiam tratamento conservador.

"Doutor Rodrigo é uma pessoa acessível, de ótimo trato, colaborativo, gosta de trocar ideias. Mas não faz concessões", define o neurologista Jorge Pagura, presidente da Comissão Nacional de Médicos do Futebol da CBF.

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