Médico sofreu pressão para assinar nota

"Nenhuma pressão, ou constrangimento, vai me fazer mudar o diagnóstico do caso." A declaração é do cardiologista Edimar Bocchi, do Incor, que passou a ser o grande personagem do caso Serginho nos últimos dias. A principal questão neste momento, de acordo com os responsáveis pela investigação, é descobrir a razão pela qual Bocchi assinou nota conjunta com Paulo Forte, médico do São Caetano, em que afirmou que "a morte de Serginho foi fruto de uma fatalidade". A resposta está próxima e será dada por Bocchi amanhã, em depoimento no 34.º DP de São Paulo. O que dirá? Que a atitude foi motivada por pressão.Bocchi procura evitar o tema, não fala qual será o teor de seu depoimento, mas a Agência Estado apurou que ele só pôs seu nome naquela surpreendente nota porque foi pressionado, forçado. Não assinou a carta por livre e espontânea vontade. "Se o Dr. Edimar assinou a nota por pressão, tentaremos descobrir o motivo dessa pressão e, se isso, caracteriza algo a ser investigado paralelamente", declarou o promotor Rogério Leão Zagallo, da 5.ª Vara do Júri.O comportamento de Bocchi, ao atestar o documento da semana passada, causou estranheza. Zagallo e o delegado Guaracy Moreira Filho, responsável pelo inquérito, não encontravam explicação para a atitude do cardiologista, a não ser algo externo, escondido. Afinal, Bocchi havia deixado claro, nos registros, que Serginho tinha problemas no coração e não deveria jogar profissionalmente. O médico garante a amigos que não vai mais se deixar levar por pressão, continuará dizendo que o zagueiro não tinha condições de seguir atuando após os exames e ajudará a esclarecer dúvidas.

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