Médicos acreditam na recuperação de Telê

A equipe médica que acompanha o ex-técnico da Seleção Brasileira, Telê Santana, demonstrou nesta quarta-feira confiança na sua plena recuperação. No final da manhã, Telê, que no dia anterior teve parte da perna esquerda amputada devido a uma isquemia (falta de irrigação sangüínea) no pé, foi transferido do Centro de Terapia Intensiva (CTI) para um quarto do hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte. Um boletim médico divulgado pelo hospital, informava que a avaliação inicial do quadro clínico do ex-treinador, de 72 anos, era de "estabilidade". "A cirurgia foi um sucesso e nós estamos cercando, minimizando, para que não haja riscos maiores", disse no final da tarde o coordenador do serviço de medicina interna do Felício Rocho, José Olinto Pimenta Figueiredo. Apesar de ainda não haver previsão de alta médica, Figueiredo salientou que Telê apresentava uma evolução "favorável" e que havia até a possibilidade de ele ser liberado para passar a virada do ano em casa. O médico, no entanto ressaltou que ainda, existem riscos de agravamento. "Até agora ele não teve complicação maior, mas isso também, por outro lado, não significa que ele não terá complicação". O ex-técnico do Brasil nas Copas de 1982, na Espanha, e 1986, no México, está internado desde a última quinta-feira, quando foi submetido a cirurgias de revascularização da perna esquerda e de dilatação do canal urinário. De acordo com os médicos, a amputação foi necessária porque, apesar da cirurgia, os problemas circulatórios no pé esquerdo não diminuíram e o paciente apresentou um quadro de isquemia grave no local. Telê é diabético, o que agravou o seu problema de saúde. Renê Santana, filho do técnico que comandou o São Paulo na conquista do bicameponato mundial interclubes (1992 e 1993), disse que as expectativa da família é que Telê receba alta nos próximos dias. "Graças a Deus está tudo sob controle. O pior passou. A intervenção foi feita para melhorar a qualidade de vida. Foi inevitável, mas isso garante para ele uma qualidade de vida boa, uma segurança para a saúde e a gente espera viver bons e melhores dias daqui para a frente", disse Renê.O coordenador do serviço de medicina do Felício Rocho revelou que Telê estava lúcio, conversava - "inclusive sobre futebol" - com os médicos e familiares e não apresentava sinais de depressão.

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