Reprodução/ Facebook/ Rafael Henzel
Reprodução/ Facebook/ Rafael Henzel

Médicos organizam esquema especial para chegada dos sobreviventes em Chapecó

Jornalista Rafael Henzel e o lateral Alan Ruschel serão transferidos para uma ala isolada de um hospital local

Ciro Campos, Estadão Conteúdo

13 de dezembro de 2016 | 10h47

A cidade de Chapecó está preparada para receber os dois sobreviventes do acidente aéreo com a Chapecoense, ocorrido há duas semanas, na Colômbia. O jornalista Rafael Henzel e o lateral Alan Ruschel têm chegada prevista para a noite desta terça-feira no aeroporto municipal, onde logo depois do pouso ficarão sob os cuidados de uma equipe médica e serão transferidos para uma ala isolada de um hospital local.

Os médicos do clube e da cidade montaram uma estrutura de atendimento com profissionais das áreas de clínica médica, cirurgia torácica, infectologista, ortopedista e equipe multiprofissional. O grupo ficará deslocado para cuidar da dupla. Assim que chegarem ao aeroporto municipal Serafim Bertaso, os dois serão transferidos ao Hospital Unimed Chapecó, onde vão ficar em quartos isolados.

O começo da viagem de retorno da Colômbia ao Brasil tem previsão de início por volta das 11h30 no horário de Brasília. Os dois vão deixar o hospital San Vicente, em Rionegro, a 40km de Medellín, e serão transferidos até a base aérea. De lá, embarcam em um avião equipado com UTI móvel. Cada paciente terá a companhia de médicos e também de um familiar. A aeronave fará uma escala em Manaus antes de pousar em Chapecó.

A cidade do oeste de Santa Catarina ainda vive um clima de tristeza pela tragédia que causou a morte de 71 pessoas no acidente com o avião da Chapecoense no último dia 29 de novembro. A prefeitura espalhou pela cidade totens com painéis na cor preta e mensagens de agradecimento pelo apoio. Nas janelas das casas e dos apartamentos estão espalhadas bandeiras do clube. Alguns comerciantes chegaram a pintar nos toldos e nas fachadas bandeiras da Colômbia.

Alan Ruschel e Rafael Henzel são os sobreviventes brasileiros em estado de saúde menos preocupante. Os dois já estão no quarto, fora do risco de morte e nos últimos dias gravaram vídeos com mensagens de agradecimento. Pelo quadro de ambos ser mais favorável, os médicos decidiram continuar com o processo de recuperação em Chapecó, e não em São Paulo, para onde foi transferido o goleiro Follmann.

O jogador chegou na madrugada desta terça ao hospital Albert Einstein, onde passará por cirurgia na coluna e terá monitorada a infecção que levou os médicos na Colômbia a cortarem parte da perna direita. O outro sobrevivente brasileiro, o zagueiro Neto, continua na Colômbia por apresentar o quadro mais delicado e ter de se recuperar de problemas pulmonares antes de reunir condições para ser transferido ao Brasil.

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