Damir Sagolj/Reuters
Damir Sagolj/Reuters

Médicos terão acesso a vídeos na Copa para analisar choques na cabeça

Fifa anunciou medida para agilizar diagnósticos e evitar choques como os que ocorreram na Copa de 2014

O Estado de S.Paulo

27 Fevereiro 2018 | 16h55

A Fifa anunciou nesta terça-feira que o departamento médico das seleções poderá ter acesso às imagens de TV em tempo real de lances que ocasionem lesões na cabeça de jogadores durante a Copa do Mundo da Rússia. A intenção é que o acesso ao vídeo agilize no diagnóstico da contusão.  

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A nova medida foi explicada para os médicos das 32 seleções que estarão no Mundial durante congresso em Sochi, na Rússia, nesta terça-feira. O encontro foi organizado pelo comitê médico da Fifa que tem como chefe Michel D'Hooghe.

"Introduzimos um sistema, onde um assistente do médico, ou um segundo médico, ficará sentado em frente a uma televisão e poderá enviar mensagens que auxiliem o outro médico durante um tratamento em campo", disse D'Hooghe.

"É uma ajuda suplementar para que o médico consiga saber com mais precisão se o jogador poderá seguir em campo. Essa será nossa primeira tentativa. Estou confiante que essa medida será uma grande ajuda para tratar dos atletas", prosseguiu.

A principal preocupação é evitar lances como na Copa de 2014, no Brasil, quando atletas tentaram permanecer em campo após uma concussão. O caso mais emblemático foi o do alemão Cristoph Kramer, que se chocou com o argentino Garay durante a final.

O jogador chegou a perguntar para o árbitro da partida, o italiano Nicola Rizzoli, se realmente estava jogando a final do torneio. O questionamento fez com que o juiz fosse até o banco da Alemanha e pedisse a substituição.

Também durante a Copa no Brasil, o uruguaio Álvaro Pereira levou uma joelhada do inglês Sterling e chegou a apagar no gramado. Ele foi atendido em campo e ficou indignado ao notar que seria substituído. O técnico Óscar Tabárez aceitou a exigência do jogador, que seguiu no jogo.

As partidas poderão ser paralisadas por até três minutos para que sejam analisadas as lesões nas cabeças. "Depois desse período o médico informará ao árbitro se o jogador terá condições de seguir na partida. O jogador, nem qualquer outro membro da comissão técnica, poderá se manifestar nesse sentido", informou D'Hooghe.

A ideia não é inédita no esporte. O rúgbi já utiliza as imagens de vídeo para auxiliar em incidentes suspeitos de concussão. O médico da seleção do Egito, Mohamed Abou, elogiou a decisão. "Durante o jogo, a equipe médica está sentada no nível do campo, então o impacto às vezes não dá para ser visto. É muito melhor poder ver o replay."

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