Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Medo de se tornar vilão no São Paulo fez Luis Fabiano reclamar

Atacante também não gostou da desconfiança de alguns cartolas do clube, que desejam que ele seja negociado

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

26 de março de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - O medo de ser apontado como vilão se o time for eliminado na primeira fase da Libertadores e a desconfiança de que alguns dirigentes já perderam a paciência com ele e querem negociá-lo foram os motivos que fizeram Luis Fabiano reclamar publicamente de problemas no ambiente do São Paulo. A diretoria já identificou as queixas e agora trabalha para que ele supere as adversidades num momento em que o time está sob pressão.

As quatro partidas de suspensão impostas pela Conmebol por causa da expulsão contra o Arsenal, no último dia 7, foram um duro golpe para o jogador, que não conseguiu assimilar o gancho e já se vê como bode expiatório em caso de queda precoce. Ser criticado pela própria torcida é o calcanhar de Aquiles do goleador, que deixou o clube em 2004 acusado de ter pipocado na semifinal da Libertadores contra o Once Caldas. A chance de redenção foi desperdiçada no ano passado com a expulsão infantil aos 13 minutos do primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana contra o Tigre. Após a partida ele chegou a dizer que havia pensado em parar de jogar.

Foi justamente o novo problema disciplinar que gerou a outra reação de desaprovação. Luis Fabiano ouviu rumores de que a cúpula do clube atribuiu a ele a instabilidade da equipe e foi tirar satisfações. Na sexta-feira, véspera da partida contra o Bragantino, conversou com Adalberto Baptista na concentração, pediu explicações e ouviu do diretor que não existe nenhum interesse em negociá-lo e que o clube está satisfeito com seu rendimento. Adalberto ainda pediu que o atleta apresentasse as propostas recebidas que tivesse em mãos para decliná-las.

A expectativa é que a partir de agora o artilheiro – que marcou nos últimos três jogos e pôs fim à seca – ponha os problemas no passado e evite que o baixo astral contamine o grupo a dez dias da decisão contra o The Strongest na Libertadores. A diretoria ainda tenta reverter a suspensão e os companheiros torcem para tê-lo o quanto antes de volta. “O Luis sabe que precisamos dele, é o nosso homem-gol e fará muita falta. Vamos esperar para ver se ele volta antes e nos ajude”, disse o atacante Wallyson.  

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