DIvulgação/Torpedo Zhodino
DIvulgação/Torpedo Zhodino

Meia brasileiro revela curiosidade na Bielorrúsia: 'Torcida tem medo de ir ao estádio'

País mantém a liga mesmo com a pandemia do novo coronavírus, mas torcida evita ir aos jogos

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2020 | 13h35

A Bielorrússia é o único país da Europa a não ter interrompido a liga local durante a pandemia do novo coronavírus, mas isso não significa que tudo continua normal no futebol do país. Quem testemunha essa transformação é o meia brasileiro Lipe Veloso, do Torpedo Zhodino. Ele tem visto estádios vazios, torcedores temerosos e uma tensão constante com o aumento dos casos.

"As pessoas não estão saindo de casa para ir aos jogos, por mais que os portões estejam abertos e a vida esteja normal. As pessoas não têm ido ao estádio. Do campo dá até para contar quantas pessoas têm", comentou o jogador em em entrevista ao site da Betway. Lipe, de 23 anos, chegou ao futebol local em abril após ser emprestado pelo FC Lviv, da Ucrânia.

Inclusive a liga da Bielorrússia adiou partidas que seriam realizadas na segunda-feira após casos suspeitos de coronavírus em jogadores de times: o FC Minsk, da primeira divisão, e o Arsenal Dzerzhinsk, da segunda. Em março, a decisão de não parar o futebol veio do próprio presidente do país, Alexander Lukashenko, que disse na ocasião que a doença seria curada com sauna, vodca e trabalhos com o trator.

O temor do público com as aglomerações causadas pelo futebol motivou um protesto recente da torcida do Dínamo Brest, um dos clubes mais populares do país. Para compensar a ausência nos estádios, os torcedores deixaram nos assentos manequins para fazer com que os jogadores não se sentissem tão isolados dentro de campo. 

Lipe desembarcou na Bielorrússia em abril e apesar do campeonato não ter sido paralisado, foi necessário tomar cumprir alguns cuidados impostos pelo clube. "Um fato curioso e engraçado foi quando cheguei. Fui direto para uma quarentena e fiquei dez dias em um apartamento em que só se podia ver o doutor do clube. Ele ia lá levar comida e medir temperatura", contou.

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