Meia Cléber Santana comemora ótimo momento no Santos

O pernambucano Cléber Santana, perto de completar 26 anos e a poucos meses de se transferir para um clube de ponta da Europa - em junho deve ir para o Atlético de Madrid ou Olympique de Marselha - é um dos destaques do Santos em 2007, com média de quase um gol por jogo.Até agora, ele já marcou sete vezes, cinco pelo Campeonato Paulista e dois em jogos pela fase seletiva da Copa Libertadores da América. Gols de cabeça, de fora da área e de pênalti, mas que não são prioridade desse jogador, que diz não fazer questão de ser artilheiro."Quero ser útil e ajudar o time a ganhar jogos e a conquistar títulos", afirmou Cléber Santana, contratado no começo do ano passado como segundo volante, habituado a atuar mais como marcador e protegendo a entrada da área. "O que mudou foi a chegada de Rodrigo Souto. Ele faz a dupla de volantes de marcação com Maldonado, enquanto eu e Zé Roberto ficamos com mais liberdade para atacar", analisou.Apesar de ter facilidade para bater na bola, do bom aproveitamento pelo alto e da boa estatura - 1,87m de altura - Cléber Santana afasta a possibilidade de avançar um pouco mais e se tornar centroavante. "Acho que ajudo mais vindo de trás, com a bola dominada." Modesto, ele sempre divide com outros jogadores os elogios que recebe pelos gols marcados. "No nosso time há muito companheirismo. Às vezes um jogador tem condições para fazer o gol, mas procura alguém melhor colocado para passar a bola. Isso ajuda muito", afirmou.O pênalti não convertido no primeiro jogo com o Blooming, pela fase seletiva da Libertadores, em Santa Cruz de La Sierra, foi o terceiro perdido por Cléber Santana no Santos. Os dois anteriores fora contra Corinthians e Rio Branco, ambos no ano passado - além daquele, no qual marcou na segunda cobrança, diante do Sertãozinho, na Vila Belmiro. Mas nem por isso ele desiste de continuar como cobrador."Batia pênalti colocado, mas depois que perdi aquele contra o Rio Branco, comecei a soltar o chinelo mesmo. Agora, treino dos dois jeitos e só decido como bater na hora. Quando o pênalti é marcado pelo juiz, já começo a pensar no que fazer", conta Cléber Santana. "Contra o Blooming, coloquei a bola na marca e tive que afastar a lama com a chuteira no lugar em que ia me apoiar na hora de bater na bola. Mesmo assim fiquei com receio de escorregar e por isso o chute não saiu direito", explicou.Não é a primeira vez que Cléber Santana surpreende, se tornando o goleador do time. Em 2005, o meia chegou ao japonês Kashiwa Reysol, que tinha Reinaldo como atacante, considerado de nível de seleção brasileira na época. Após Reinaldo sofrer seguidas contusões, Cléber Santana tomou para si a responsabilidade e tornou-se o artilheiro da equipe, com 17 gols - o que não impediu o rebaixamento do time.O jogador também poderia ter se destacado em 2006, se não tivesse sofrido o desgaste à espera do julgamento e depois sido suspenso por 120 dias - a pena depois foi reduzida para 60 dias - pela cotovelada dada no rosto de Marcinho Guerreiro, do Palmeiras. Hoje, ele diz que o sofrimento serviu de lição. "Agora tenho mais cuidado na disputa da bola para evitar novos problemas", garante, negando que tivesse agido propositadamente. "Apenas tentei me proteger."De qualquer maneira, o ano passado teve números baixos, se comparados com os do início da temporada de 2007: três gols em 17 jogos no Campeonato Paulista; três em sete partidas da Copa do Brasil e apenas dois em 29 jogos do Campeonato Brasileiro. Ou seja, está faltando apenas um gol para Cléber Santana atingir em menos de dois meses a marca do ano inteiro de 2006.

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