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Meia do CSKA Toni Silva denuncia racismo durante partida na Bulgária

Português reclama de atos preconceituosos cometidos por adversários do Botev Plovdiv

Angel Krasimirov, Reuters

12 de maio de 2014 | 08h39

SOFIA - O meia português Toni Silva, do CSKA Sofia, afirmou ter sido vítima de racismo por parte de um jogador oponente durante partida do Campeonato Búlgaro no fim de semana, noticiou a mídia local nesta segunda-feira.

O jogador de 20 anos, que passou três anos no Liverpool antes de ser transferido para o CSKA Sofia em dezembro, acusou o zagueiro Veselin Minev, do Botev Plovdiv, de lhe dirigir repetidos insultos racistas durante o empate em zero a zero, no domingo.

"Isso continuou ao longo de toda partida", disse Silva, que em sua breve carreira também já foi jogador do Benfica e Chelsea, segundo a mídia local. "Ele me cobriu com todo tipo de insultos; na maioria das vezes me chamou de macaco. Ele falou que eu deveria ir colher bananas."

O CSKA disse que iria notificar a União Búlgara de Futebol (UBF) sobre as denúncias e abrir uma queixa formal. A UBF tem intensificado esforços para eliminar o racismo, mas vários incidentes racistas no país da região dos Bálcãs ocorreram nos últimos meses. Botev e o zagueiro Minev, que jogou 19 partidas como titular da seleção da Bulgária desde 2009, não estavam disponíveis para comentar.

Em março, o meia do CSKA Omar Kossoko, natural do Benin, disse que o capitão do Levski Sofia, Vladimir Gadzhev, o insultou de modo racista ao final do clássico entre os times da capital búlgara. No mês passado, o meia brasileiro Fernando Silva disse ter disso vítima de insistente racismo por parte de oponentes durante partidas pelo Slavia Sofia por toda temporada. 

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