José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Melhora do ambiente é arma do São Paulo em 2014

Muricy trabalha para unir grupo; jogadores veem evolução em relação ao ano passado

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

28 de fevereiro de 2014 | 05h00

SÃO PAULO - Não é só a parte técnica que tem ajudado o São Paulo a formar um grupo diferente para a atual temporada. Um componente invisível, na visão dos próprios jogadores, é fundamental para que o time aspire a um futuro mais promissor: a melhora do ambiente.

Muricy Ramalho tem trabalhado forte nos bastidores para mudar a mentalidade do grupo e torná-lo efetivamente unido. Na sua avaliação, a falta de compromisso foi um dos grandes responsáveis pela desastrosa campanha no Campeonato Brasileiro e era preciso intervir para mudar os rumos. Desde o começo do ano, o treinador tem batido na tecla de que é preciso haver mais companheirismo para que o time volte a se tornar mais confiável.

Agora os resultados começam a ser colhidos; quando Luis Fabiano marcou o gol da virada do São Paulo sobre o XV de Piracicaba, correu em direção a Paulo Henrique Ganso para abraçá-lo. Criticado até então, o meia recebeu elogios do atacante. "Corri para ele porque ele precisava disso e ficamos felizes porque todos gostamos muito dele", explicou o atacante.

O principal foco de Muricy tem sido dar oportunidade aos jogadores e fazer o elenco se sentir motivado a continuar treinando em alto nível. Contra o XV, por exemplo, tirou Paulo Miranda, que havia sido titular contra o Santos no fim de semana, e escalou Luis Ricardo para o ataque. Cañete voltou a ser relacionado depois de cinco jogos e Osvaldo voltou a ser titular. As mudanças, na opinião dos jogadores, estão surtindo efeito.

"O ambiente está legal, a cabeça e a mentalidade do grupo estão diferentes. No ano passado infelizmente um ficava de fora e ficava meio p... da vida. Esse ano todo mundo está se respeitando. Quem ganha com isso é o grupo", emendou Luis Fabiano.

BRONCA

Quem viu a ríspida discussão entre Douglas e Muricy no intervalo do jogo pode ter ficado com dúvidas sobre a validade do discurso de união, mas o próprio treinador admitiu que não pode aliviar. "Isso não é jogo de menina, tem que cobrar e ser duro, isso acontece", disse, após a partida. Para Luis Fabiano, o fato é algo corriqueiro. "Isso é comum dentro do vestiário, mas dessa vez aconteceu fora e vocês (imprensa) viram. Se soubessem o que acontece lá dentro...(risos). Quando perde, chutam lixo, jogam água no teto. É uma bagunça"

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