Melhora pós-Copa não vem e São Paulo patina no Brasileirão

Tricolor apresenta os mesmos defeitos de antes da paralisação; foram 30 dias de treino para retorno mais forte, que não ocorreu

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2014 | 07h00

SÃO PAULO - Trinta dias de treinos e a promessa de Muricy Ramalho de que o São Paulo voltaria "muito mais forte" da paralisação da Copa do Mundo não parecem ter sido suficientes para fazer o time abandonar os altos e baixos que até aqui marcam a temporada. As atuações apáticas diante de Chapecoense e Goiás dão a impressão de que o bom futebol apresentado contra o Bahia foram apenas um ponto fora da curva.

Em termos práticos, a oscilação já cobrou seu preço: em três jogos, o time caiu da quarta para a oitava posição e viu a diferença para o Cruzeiro aumentar para nove pontos (eram três antes do Mundial). Nem os jogadores conseguem explicar os motivos de tamanha instabilidade.

  

"Temos que dar um jeito de melhorar isso, alguma coisa que seja, ouvir o que o professor falar com a gente e não tomarmos esses gols bestas. Precisamos marcar melhor, só assim vamos voltar a vencer", reconheceu Rodrigo Caio. O Tricolor já levou 19 gols em 12 jogos, sexta pior defesa do Brasileiro.

As expectativas em torno de uma melhora que ainda não chegou vêm desde o começo do ano. No Campeonato Paulista, o time deu vexame e foi desclassificado em casa pela Penapolense, com time muito mais modesto. As muitas peças que chegaram ainda carecem de entrosamento, mas o treinador confia que conseguirá mudar o panorama. “Só jogamos uma vez assim, eles irão se entrosar”, disse Muricy após o jogo contra o Goiás, repetindo discurso que vem desde o começo do ano.

BLINDAGEM

Apesar do futebol pobre, Muricy passa longe de qualquer questionamento da maioria da torcida e também da direção. O presidente Carlos Miguel Aidar repete que o técnico só deixa o clube se quiser e Muricy tem enorme respaldo da maioria da torcida, especialmente depois de ter ajudado a tirar o time do rebaixamento no Brasileiro do ano passado.

O técnico e seus discípulos terão pouco tempo para transformar o discurso em prática, já que o time volta a campo amanhã para enfrentar o Bragantino, pela terceira fase da Copa do Brasil. E Muricy tem muitos problemas para armar a equipe: Antonio Carlos (dores na panturrilha esquerda) e Osvaldo (trauma no quadril) devem ficar fora; Alan Kardec não pode jogar porque já defendeu o Palmeiras, Luis Fabiano segue machucado e Kaká deve ser preservado para o jogo contra o Criciúma no próximo sábado.

Com isso, quem deve ter uma oportunidade é Alexandre Pato, em baixa na equipe e atualmente uma das últimas oções do treinador.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.