Juan Carlos Ulate / Reuters
Juan Carlos Ulate / Reuters

Membros da seleção panamenha lamentam ausência de companheiro assassinado em 2017

Viúva de Amilcar Henríquez afirma que grande sonho do volante era disputar a Copa do Mundo

Estadão Conteúdo

07 Junho 2018 | 13h30

Às vésperas de disputar sua primeira Copa do Mundo, a seleção do Panamá vai chegar à Rússia desfalcada de um importante jogador por conta de um crime sem solução. Amílcar Henríquez foi assassinado a tiros, na Cidade do Panamá, em abril de 2017. E até hoje as autoridades não conseguiram desvendar a causa do crime.

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O meio-campista disputou oito partidas das Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo na Rússia e era candidato a disputar o primeiro Mundial da história do país. "Nós sempre o carregamos em nossas memórias e corações", disse o capitão da seleção panamenha, Román Torres.

Emocionado, o treinador colombiano Hernán Dario Gómez lembrou que tinha um relacionamento mais antigo com o atleta, com quem trabalhou junto no Independiente Medellín entre 2012 e 2013.

"Foi doloroso e continua sendo. Nós tivemos muitas discussões, mas o Amílcar foi um dos jogadores que mais fizeram força para eu vir trabalhar no Panamá", disse o técnico, que vai disputar a terceira Copa do Mundo dele, depois das participações com a Colômbia, em 1998, e o Equador, em 2002.

 

"O maior sonho dele era disputar uma Copa", afirmou a viúva de Henríquez, Gixiani Peña. "Ele costumava a dizer que, se Deus permitisse, eles conseguiriam se classificar. Quando Torres fez o gol que garantiu a vaga, não sei se chorei de alegria ou de tristeza", afirmou.

Henríquez disputou 84 jogos pelo Panamá, sem nenhum gol marcado. A última partida dele pela seleção ocorreu em março de 2017, quando os panamenhos receberam a visita dos Estados Unidos e empataram por 1 a 1, em partida válida pelas Eliminatórias - a seleção rival acabou eliminada da Copa do Mundo.

O Panamá vai estrear no Mundial contra a Bélgica, em 18 de junho, em Sochi. Tunísia e Inglaterra completam o Grupo G.

 

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